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Mar da Galileia, Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré, um lugar significativo de tantos milagres e narrativas do Evangelho. Foi ao longo dessas margens que Jesus acalmou a tempestade, multiplicou os pães e peixes e interpelou Pedro por três vezes: “Pedro, tu me amas?” (Jo 21,15-17). Fato este recordado no santuário da Custódia da Terra Santa dedicado ao primado petrino. A região da Galileia, em Israel, leva peregrinos e visitantes de tantas nações ao recolhimento e à oração.

Jesus identificou o cansaço dos discípulos, como o povo que parecia ovelha sem pastor. Os discípulos de Jesus, juntos a Ele, precisavam cuidar desse povo e dar-lhe o conforto e o consolo do coração de Deus. Um texto que ensina também aos servos de Deus dos tempos atuais que, antes, precisam silenciar a fim de comunicarem ao outro o amor que experimentaram.

Num mundo atual de tantos barulhos, agitações e ocupações, o silêncio e o recolhimento tornam-se um grande desafio. Um silêncio que não significa ausência de palavras, mas um voltar-se a si mesmo, um controle das emoções e, sobretudo, um encontro com Deus, que habita cada coração humano.

Conforme o convite de Jesus para que os discípulos fossem sozinhos a um lugar deserto a fim de descansar, nossa primeira atitude deve ser a de responder a esse convite. Quando uma pessoa nos ama e quer a nossa companhia, ela nos escolhe! É assim que Cristo faz e nos chama. Um convite irrecusável!

O segundo passo desse deserto, seja diante do Sacrário ou nos momentos de oração pessoal em casa, em locais retirados, é esvaziar o coração e a mente. Hoje, o que você traz no coração? Quais as angústias, preocupações e ansiedades? Ou quais as alegrias vividas?

O terceiro momento é o de colocar tudo isso sob o senhorio de Jesus. Ele é o Deus que tudo pode e nos acolhe em Seus braços. Ele sabe de tudo, sonda os nossos corações, mas é preciso verbalizar, colocar para fora o que sentimos, pensamos e sofremos. Trata-se de um diálogo: nós falamos, Ele escuta. Depois, damos um bom tempo para o Senhor falar; nos colocamos em atitude de escuta e contemplação, a fim de colhermos d’Ele os direcionamentos, o consolo, o conforto e as inspirações.

Não dedicar-se ao silêncio e à vida interior é colocar em perigo a própria vida espiritual, ou seja, a nossa existência em Deus. Em um mundo utilitarista e frenético, em que muitos estão agitados até mesmo nos momentos de oração, “perder” tempo com a oração é voltar à nossa essência.

A oração nos conduz a contemplar o belo e o bom; restabelece as nossas forças, até mesmo as físicas; nos impele a crescer nas virtudes e no amor a Deus e ao próximo; nos leva a tocar em nossa filiação divina, ao conhecimento de Deus e de nós mesmos.

Gracielle Reis é missionária da Comunidade Canção Nova, jornalista e bacharel em História. Atualmente, na missão Canção Nova de Portugal.

E-mail: contecomgracielle@gmail.com

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