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Assembleia Legislativa do Estado do Paraná

É costume entre as famílias montar decorações de Natal: árvores, enfeites pela casa e até o presépio, que remonta ao nascimento de Cristo. E também é tradição das pessoas desmontar tudo em uma determinada época do ano: a festa dos Reis Magos. Mas, por que? Qual o significado de tudo isso? “O dia dos Reis Magos é a última grande festa celebrada no ciclo de Natal. Por isso, convencionou-se guarda as decorações natalinas nesse período, que sempre cai no dia 6 de janeiro”, explica o padre Rodolfo Trisltz, pároco e reitor do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Nova em Londrina.

O ciclo do Natal, celebrado na Igreja Católica, tem início no final de novembro ou início de dezembro com o tempo do Advento, de preparação e reflexão para a data festiva. “É tempo de voltar nosso olhar para Deus e resgatar a verdadeira essência natalina”, diz o padre Rodolfo. Depois do Ano-Novo, uma data importante é 5 de janeiro, quando se recorda do batismo de Jesus. E, no dia seguinte, a lembrança dos reis magos. A simbologia do dia mostra a revelação do nascimento de Cristo ao mundo, aqui representado por Belchior, Gaspar e Baltazar. O dia 6 de janeiro também é conhecido como Epifania do Senhor, palavra que vem do grego e quer dizer, justamente, manifestação.

Portanto, de acordo com o padre Rodolfo, a desmontagem da decoração natalina também é repleta de significado e pode ser feita, inclusive, em família, assim como todos os preparativos para o Natal. “Se o dia dos reis magos simboliza o encontro de Cristo com os pagãos, para nós também significa nosso encontro com o Senhor. E com atitudes iguais aos dos personagens bíblicos: humildade e discernimento de reconhecer em Jesus nosso Deus”, avalia o sacerdote.

Fábio Luporini/Asimp

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