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De acordo com a OIT, 21 milhões de pessoas já foram encontradas em situação de tráfico humano

Nesta segunda-feira, 8, é celebrado o Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, data que reforça o cuidado com um crime que, desde 2000, apenas no Brasil, já fez 1758 vítimas. No mundo, 21 milhões de pessoas já foram encontradas em situação de tráfico, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Mulheres e crianças são os principais alvos do tráfico humano. Especialmente em países em condições econômicas e sociais baixas, o crime se torna mais frequente. As vítimas são traficadas especialmente para exploração sexual. Segundo estimativas, o tráfico humano só perde em termos de crescimento para o tráfico de drogas e a venda de armas de fogo.

A Igreja no Brasil tem a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano. Trata-se de uma frente de trabalho da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A comissão é liderada por Dom Evaristo Spengler.

Maratona de combate ao tráfico humano

A primeira edição do Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas foi em 2015, uma iniciativa convocada pelo Papa Francisco em parceria com religiosos. Neste ano, o tema da jornada é “Economia sem tráfico de pessoas” e contará com um evento em ambiente virtual. Trata-se da Maratona Mundial de Oração On-line Contra o Tráfico de Pessoas.

Serão sete horas de oração, em cinco línguas distintas (italiano, inglês, espanhol, francês e português) que poderão ser acompanhadas ao vivo pelo Youtube. Para participar, basta acessar este endereço:  https://www.youtube.com/c/preghieracontrotratta.

Consagrados contra o tráfico

A rede Talitha Kum é uma rede internacional de vida consagrada que atua contra o tráfico de pessoas desde 1998. Os membros da Talitha Kum são religiosas que se organizam e lutam contra o tráfico de pessoas. Desde 2015, a entidade é dirigida pela irmã Gabriella Bottani.

 “As atividades e projetos de Talitha Kum são destinadas a todos aqueles que estão desfigurados na sua dignidade e privados de liberdade, independentemente do seu estilo de vida, etnia, religião, condições socioeconômicas, orientação sexual”, explica a entidade.

Causas e medidas de combate

As causas do tráfico humano são várias e estão ligadas aos aspectos sócio-econômicos de cada país. As disparidades econômicas de algumas nações, especialmente os países de Terceiro Mundo, são os principais responsáveis por este crime. Trabalho forçado, tráfico de drogas, exploração sexual são algumas das formas de exploração às quais essas pessoas acabam sendo submetidas.

As Organizações das Nações Unidas (ONU) estabeleceu um marco legal contra este crime durante o que foi conhecida como a Convenção de Palermo. Trata-se, de acordo com ao ONU, “do principal instrumento global de combate ao crime organizado transnacional”.

A Convenção é complementada por três protocolos que abordam áreas específicas do crime organizado. Um é referente à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças. O outro, ao Combate ao Tráfico de Migrantes por Via Terrestre, Marítima e Aérea. E o terceiro é o protocolo contra a fabricação e o tráfico ilícito de armas de fogo, suas peças e componentes e munições.

“A Convenção representa um passo importante na luta contra o crime organizado transnacional e significa o reconhecimento por parte dos Estados-Membros da gravidade do problema, bem como a necessidade de promover e de reforçar a estreita cooperação internacional a fim de enfrentar o crime organizado transnacional”, como define a ONU.

Thiago Coutinho/Canção Nova

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