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Desde janeiro, o número de pacientes confirmados é 3.052; em agosto já foram aplicadas mais de 5 mil doses da vacina contra o sarampo, metade do que foi fornecido no ano

Em entrevista coletiva realizada ontem (29), o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, divulgou os números atualizados da dengue em Londrina. Desde a primeira semana do ano, Londrina possui 3.052 casos positivos de dengue, porém nenhum destes casos é referente a este mês. Foram registradas, de janeiro a agosto, 13.031 notificações da doença, das quais 8.929 já foram descartadas e outras 1.320 seguem em análise, na espera de resultados dos exames laboratoriais.

O secretário municipal de Saúde frisou que a mudança climática favoreceu a redução tanto dos casos suspeitos como dos casos confirmados, mas lembrou que prevenir uma nova epidemia é uma ação contínua. “Desde julho, não há nenhum caso confirmado de dengue em Londrina. Mas não dá para deixar de lembrar a população que o momento das ações de prevenção é agora. Se não nos unirmos para fazer o básico, como olhar os quintais e remover os criadouros, com certeza teremos o próximo verão com alto nível de incidência da doença e com as consequências que a epidemia traz, e que pudemos observar, como os oitos óbito, e os vários pacientes internados. Por isso, a gente reforça a necessidade de conscientização e participação da sociedade civil como um todo”, enfatizou.

Como o resultado do último LIRAa apontou que a maioria dos focos do Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, está dentro dos imóveis, Machado reiterou a necessidade de toda população vistoriar semanalmente suas casas. “Cerca de 80% dos criadouros estão dentro das nossas residências, então é evidente a necessidade de uma participação coletiva e o envolvimento de toda sociedade, para que a gente consiga, no próximo verão, não sofrer o impacto de uma nova epidemia de dengue”, comentou.

Sarampo

A coletiva também abordou as ações preventivas para conter casos de sarampo, já que Londrina não possui registros confirmados da doença. Desde a ampliação da vacinação para bebês na última semana, com a “dose zero” disponibilizada para a faixa etária de 6 meses a menores de um ano, 856 crianças que integram o público foram imunizadas. A estimativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é que mais de 5 mil crianças em Londrina estejam nesta faixa etária e possam ser vacinadas contra o sarampo.

Este ano, o total de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, fornecidas até o momento, é de 12.516, superando o ano inteiro de 2018, quando foram dispensadas 10.867 doses. Somente em agosto, foram aplicadas 5.109 doses da vacina, segundo o levantamento da Secretaria Municipal de Saúde elaborado na quarta-feira (28). Para a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, a alta procura é reflexo do surto da doença, com mais de dois mil casos confirmados no estado de São Paulo, e sete em todo o Paraná.

Sônia informou que Londrina monitora um paciente com suspeita de sarampo. A criança teve contato com visitas oriundas de São Paulo, e os primeiros exames laboratoriais tiveram resultado inconclusivo. Novos exames foram coletados, e a previsão é que o resultado seja divulgado na próxima semana. “A suspeita para nós é quando o paciente chega com uma febre acima de 38,5º, depois dessa febre surge o exantema, e se ela teve contato com alguém ou viajou para áreas de risco, nós consideramos como suspeita. Nesse caso específico, é muito mais um exercício e prevenção do que propriamente uma forte suspeita de sarampo. Isso indica que estamos em alerta, acompanhando e, mais do que isso, a única medida a ser feita, que é a vacinação de bloqueio nas pessoas que tiveram contato com o paciente, foi feita. Então isso para nós é o mais importante, os serviços da rede municipal de Saúde estão em alerta, com um arsenal de ações que foram tomadas e acionadas, e se mostrou eficiente”, afirmou.

A diretora de Vigilância em Saúde explicou que, pela ausência de casos confirmados de sarampo em Londrina, a cidade oferece a vacina de forma rotineira, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Não estamos em situação de risco para organizar uma campanha. Mas é importante que a pessoa que for se deslocar para área de risco, procurem uma UBS vinte dias antes da viagem, para ser vacinada e não se expor ao risco de ter a doença, nem de trazê-la ao município”, reforçou.

Por ser uma doença viral, o sarampo não possui tratamento específico. Ao ser confirmado com a doença, o paciente é observado e recebe o tratamento sintomático, principalmente para controle da febre, que é muito alta. “E o protocolo do Ministério da Saúde recomenda o uso da vitamina A aos pacientes de maior risco, principalmente crianças que tenham deficiência desta vitamina. O Município tem esse medicamento disponível caso precise ser usado, ou seja, tudo que é necessário para atender um paciente com suspeita ou confirmado com sarampo, temos de prontidão”, concluiu Sônia.

NCPML

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