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De acordo com o hemocentro, os estoques do banco de sangue estão abaixo do nível ideal. Diretor da unidade pede ajuda à população

Com as baixas temperaturas, as doações no Hemocentro de Londrina caíram. De acordo com a instituição, os estoques do banco de sangue estão em baixa e há necessidade de todas as tipagens, principalmente dos tipos sanguíneos do grupo O, que é considerado doador universal. 

 “Agora, nesse mês de inverno piorou ainda mais a situação. Então, os estoques não estão bons e as tipagens sanguíneas mais críticas no momento são do tipo “O positivo” e “O negativo”, explica o diretor do hemocentro, Fausto Trigo. 

Ainda segundo o diretor, a unidade registrou uma queda de cerca de 10% no número de doações com a chegada da Covid-19. Antes da pandemia, o hemocentro contabilizava, em média, 1.300 bolsas de sangue por mês. Hoje, a média é de 1.150 mensais. 

Apesar de o quantitativo parecer pequeno, o déficit afeta diretamente o atendimento de milhares de pacientes. O Hemocentro de Londrina é responsável pela demanda transfusional de mais de 20 hospitais da região, como, por exemplo, o Hospital do Câncer e o Hospital Universitário.

O diretor da unidade lembra ainda que uma única doação pode salvar até quatro pessoas. Ele faz um apelo para que a população faça o gesto de solidariedade e ajude a salvar vidas. 

 “Gostaria de pedir que a população possa doar cada vez mais. É muito importante que cada pessoa que vá doar incentive seus amigos e parentes mais próximos a também fazerem a doação e aumentando essa corrente do bem!”, convoca Fausto. 

Exemplo

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, alguns paranaenses não deixaram de fazer regularmente a sua doação de sangue. É o caso do empresário Luis Fernando Copas, de 57 anos, e a sua filha, a também empresária do setor fiananceiro, Fernanda Portes, de 26, que não deixaram de comparecer ao hemocentro e contribuir para o bem-estar de milhares de vidas. 

Luis é empresário do ramo financeiro e mora no bairro Alto, na Grande Curitiba. Ele doa sangue quatro vezes ao ano desde os anos 2000. Em 2012, também se tornou doador regular de plaquetas e doa, em média, 24 vezes ao ano. 

“A gente tem que pensar no bem do próximo. Quando vou doar minhas plaquetas fico no Hemepar cerca de duas horas. Já quem vai doar sangue fica por lá, em média, 30 minutos. Pouco tempo, né? Imagina esse tempo para quem está recebendo essa doação. Está ganhando tempo de vida!”

Fernanda também é empresária e mora em Bacacheri, em Curitiba. Aos 22, por influência do pai, ela se tornou doadora por influência do pai. Hoje, a empresária faz doações de plaquetas a cada três semanas. “Eu digo que meu maior exemplo é meu pai, que ele é [um doador] fiel. Muita gente imagina que a doação de sangue e plaquetas é algo dolorido. Mas, na verdade, com uma picadinha, você ajuda muita gente.” 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue no Paraná 

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Curitiba, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Londrina, Cascavel, Maringá e Guarapuava. 

O Hemocentro de Londrina, norte do Paraná, atende, sobretudo, os municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana. A unidade fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, também no norte do estado. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone é o (44) 3011-9194. 

Já o hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende, sobretudo, 17 municípios. Entre eles, estão: Campina do Simão, Foz do Jordão,

Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone é (42) 3622-2819.

E, por fim, a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima das cidades de Campo Bonito, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora, Santa Lúcia e outros 12 municípios. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés, número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Quem já foi vacinado deve esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.pr.gov.br.

Fonte: Brasil 61

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