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Iniciativa, em parceria com entidades e instituições, destaca os resultados positivos da vacinação na cidade e reforça a importância do esquema vacinal em dia; plano inclui busca ativa em UBSs e via WhatsApp, pontos móveis de atendimento, ampliação na divulgação e outras medidas

Visando estimular os londrinenses que ainda não se vacinaram contra a Covid-19, ou que estão com doses em atraso, a buscarem a vacinação, a Prefeitura de Londrina uniu-se a entidades e instituições parceiras para lançar a campanha VaciNatal – Londrina, uma cidade segura. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, em coletiva realizada na tarde de ontem (14). Por meio da divulgação de um plano de ação integrado com diferentes frentes de abordagem, além de vídeos, textos e entrega de materiais impressos, a campanha busca sensibilizar os londrinenses para que recebam as doses dos imunizantes, disponíveis nas seis salas exclusivas de vacinação da cidade.

Até a noite de segunda-feira (13), foram aplicadas 929.240 doses de imunizantes contra Covid-19 em Londrina, sendo 444.922 D1 (dose 1), 394.610 D2 (dose 2) e 76.327 D3 (dose 3 – reforço). Outras 13.126 pessoas foram vacinadas com dose única e, destas, 255 já receberam o reforço. A vacinação contra Covid-19 é realizada em toda a população com 12 anos de idade ou mais.

O índice de cobertura para a cidade, com população estimada em mais de 575 mil pessoas é considerado alto, no entanto, o Município observou queda na procura nas últimas semanas. Diariamente, cerca de cinco mil vagas são oferecidas para agendamento nas seis salas de vacinação, porém menos da metade das vagas vem sendo preenchidas, em média.

Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apurou que, aproximadamente, 33.600 londrinenses não estão com suas vacinas em dia. Cerca de 22 mil pessoas ainda não receberam a segunda dose dentro do prazo. Cinco mil não receberam a terceira dose, de reforço, e mais de seis mil adolescentes, com idades de 12 a 17 anos, fizeram o cadastro prévio, mas não se vacinaram. A quantidade de público com esquema vacinal em atraso, por faixas etárias, é o seguinte: mais de 61 anos (1.301); 46 a 60 anos (3.385); 31 a 45 anos (8.005); 18 a 30 anos (14.525); e 12 a 17 anos (6.474).

O plano de ação da VaciNatal compreende, entre várias iniciativas, busca ativa em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) como forma de alcançar as pessoas que adentrarem nestes locais, a fim de saber se estão vacinadas e se precisam realizar o agendamento, procedimento que passará, nestes casos, a ser feito prontamente nas próprias UBSs, quando necessário.

Também serão realizados, já a partir deste final de semana, eventos de teste com disponibilização de pontos móveis para agendamento em locais de grande circulação, como os shoppings e o Calçadão central, aproveitando o alto movimento e o horário ampliado do comércio. Caso haja êxito, essa iniciativa pode ser adotada por uma sequência maior de dias.

Outra novidade é a ampliação da dose de reforço para adultos com 30 anos ou mais. Os agendamentos on-line no portal da Prefeitura estão sendo liberados para quem tiver recebido a segunda dose da vacina há mais de cinco meses, com imunização da Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer. Já para a vacina Janssen, que agora também conta com dose de reforço, a liberação foi feita nos últimos dias para o público acima de 45 anos que tenha cumprido intervalo de mais de dois meses da dose inicial.

Além disso, ainda haverá reforço de campanhas nas mídias sociais com conteúdos temáticos para multiplicar as divulgações, bem como a criação de um núcleo de agendamento por meio de um canal ativo via WhatsApp, pelo qual os servidores da Saúde entrarão em contato direto com aquelas pessoas que estejam atrasadas em seu esquema vacinal.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, a vacinação é comprovadamente o meio mais eficaz de reduzir a circulação do vírus, e o que fará com que a cidade continue reduzindo, gradativamente, os índices de casos, internações e óbitos. Ele frisou que a VaciNatal surge com o objetivo de concentrar forças e buscar o engajamento dos cidadãos para que seja possível alcançar a população que ainda não completou seu esquema vacinal.

“O levantamento que fizemos apontou que grande parte das segundas doses em atraso vem do público adulto jovem, sendo que muitos adolescentes também compõem este grupo que precisa avançar na imunização. Com um cenário epidemiológico atual mais tranquilo, as pessoas acabam relaxando mais porque são movidas pelo senso de urgência. Quando, infelizmente, tínhamos muitos internados e casos que resultavam em óbitos, percebemos que a população aderiu em massa e soube da importância da vacina, sendo que chegamos a fazer ações especiais de 36 horas seguidas de vacinação no CCI Norte, entre outras temáticas, e os agendamentos foram constantes. Nas últimas semanas, notamos essa queda importante nos agendamentos e, por isso, estamos mobilizando toda a sociedade para que Londrina amplie, ainda mais, seu quadro de segurança frente à Covid-19”, analisou.

Na apresentação, Machado informou que, conforme uma avaliação feita levando em conta um grupo de 365.015 londrinenses vacinados, deste total, apenas 1,36% das pessoas com esquema vacinal completo contraiu o vírus, e 98,64% dos infectados correspondem a pessoas que estavam com a vacinação incompleta. “E, deste 1,36% acometido pela doença, somente 0,09 % representa casos que evoluíram para óbito, atestando, mais uma vez, a grande eficácia cientificamente comprovada da vacinação. Não existe outra solução melhor, aliada às medidas preventivas, a não ser a imunização correta da população”, enfatizou.

O secretário de Saúde ainda fez um apelo para que a população continue contribuindo para que a cidade evolua ainda mais no enfrentamento à pandemia. “Foi uma batalha muito difícil chegar até aqui, com este quadro significativamente mais satisfatório de hoje, fruto de muitas ações da Prefeitura e seus parceiros ao longo de mais de 20 meses de pandemia. Não podemos perder a chance de continuar reduzindo o impacto deste vírus. Por isso, pedimos que as pessoas se conscientizem e nos ajudem a vacinar todos os londrinenses para que o final de ano seja mais seguro, tranquilo e agradável. Nossas seis unidades exclusivas para vacinação continuam operando e de portas abertas para todos”, convocou.

A campanha VaciNatal conta com apoio e parceria da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Sindicato da Indústria da Construção do Norte Paraná (Sinduscon), Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Sociedade Rural do Paraná (SRP), Associação Médica de Londrina (AML), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Norte do Paraná (Abrasel Norte Paraná), Arquidiocese de Londrina e Conselho dos Pastores de Londrina.

Eficácia e segurança

A vacinação é uma ferramenta eficaz e segura contra o novo coronavírus. No entanto, a eficácia de proteção depende diretamente da aplicação das doses conforme preconizado. Em Londrina, as vacinas das marcas Pfizer, Coronavac e Astrazeneca são fornecidas em duas doses, com intervalo de 21, 25 e 56 dias, respectivamente.

O mesmo estudo da Secretaria Municipal de Saúde, elaborado com dados até o final de novembro, reforça a segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19. Dentro de um total de 88.441 casos confirmados, 84,9% não estavam vacinados; 9% estavam com a vacinação incompleta; e somente 6% estavam com o esquema vacinal completo. Quanto aos óbitos causados pela Covid-19, entre 2.314 mortes, 483 das pessoas haviam recebido ao menos uma dose, ou seja, 20% do total.

Como a imunização tende a atingir índices mais baixos na população idosa, ainda que esteja com o esquema de vacinação completo, o grupo foi priorizado tanto no início da vacinação como na aplicação das doses de reforço. A SMS aponta que uma pessoa com 60 anos de idade ou mais, que não tenha sido vacinada ou completado a vacinação, tem 195 vezes mais chances de óbito em caso de contágio pela doença. Para pessoas com menos de 60 anos, nas mesmas condições, a chances de óbito são 85 vezes maiores do que em comparação a uma pessoa totalmente vacinada.

Juliana Gonçalves e Renan Oliveira/NCPML

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