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Dados são relativos ao 3º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa)

Entre as localidades com maior número de focos positivos do mosquito estão os bairros Centro (com 8%) e o Quati (7,69%), localizados na região Central da cidade, que obteve, no balanço geral por regiões, o maior índice de infestação da cidade, somando 1,84%. Isso significa que a cada 100 imóveis vistoriados pelos agentes nesta região, pelo menos 1,8 estavam com focos positivos da dengue.

No bairro Centro, a maior quantidade de focos foi registrada em depósitos móveis, que são aqueles objetos que podem ser movidos de um lugar para o outro, como vasos de plantas, frascos de produtos de limpeza, bebedouros dos animais, latas e garrafas PET que servem para o plantio de flores, brinquedos deixados nos quintais com água parada, potes de sorvetes e outros.

Já no Quati, que também fica na região Centro, a maioria dos focos positivos estava em lixo mal acondicionado. Segundo a gerente de Vigilância Ambiental, Diana Martins, o fato de os moradores deixarem sacos de lixo mal fechados e no tempo, propicia o desenvolvimento do mosquito, pois ele precisa de pouca quantidade de água parada para se desenvolver. Além disso, latas de tintas sujas, garrafas de plástico estragadas e outros materiais que não podem ser reciclados também foram os causadores do alto índice no bairro Quati.

A região Norte foi a segunda colocada em número de infestação, significando 1,71. Nela, os bairros mais afetados são o Jardim Paraíso 6,06% e o Jardim Continental com 5,17%. No primeiro bairro, as larvas do mosquito estavam no lixo descartado de maneira errada. Já no Jardim Continental estavam nos depósitos móveis, assim como aconteceu no bairro Centro.

A terceira região da cidade mais afetada foi a Sul, com 1,64% dos imóveis com focos da dengue. Os bairros São Marcos e Moringão apresentaram os maiores índices da região. No São Marcos, a cada 100 imóveis inspecionados 7,69 estavam com dengue e, em sua maioria, eram focos encontrados em depósitos móveis e poderiam ter sido evitados. Já no bairro Moringão, a infestação chegou a 16,67%. Os focos também estavam em sua grande maioria nos depósitos móveis, como vasos de plantas, bebedouros de animais e recipientes deixados expostos com água parada.

Na região Leste de Londrina, o índice geral chegou a 1,43%, tendo o Conjunto Eucalipto como a maior preocupação daquela área, pois a cada 100 imóveis vistoriados, 8,57 estavam com focos da dengue. Assim como nos bairros Moringão, Centro, São Marcos e Jardim Continental, a maioria dos focos positivos do transmissor da dengue estava nos depósitos móveis.

A região com o menor índice da cidade foi a Oeste, com 1,26% de infestação. Os moradores dos bairros Jardim do Sol (7,41%), Jardim Sabará (6,67%) e o Universitário (5,41%) precisam se atentar as medidas preventivas e de combate ao Aedes, visto que foram os mais problemáticos da região inteira. No primeiro bairro, os recipientes com água parada e focos positivos eram vasos e pratinhos de flores, bebedouros dos animais e outros objetos que poderiam ser retirados para não deixar água parada.

Já no Universitário além dos depósitos móveis, os moradores descuidaram do lixo deixado exposto e mal acondicionado. E no Jardim Sabará o problema também estava nos depósitos fixos, que são as calhas entupidas, lajes com água parada, vasos sanitários em desuso, ralos e outros locais que não podem ser retirados no local para limpeza.

Estes bairros todos demonstram a realidade da cidade em geral, pois dos 9.013 imóveis inspecionados, durante os dias 2 a 6 de julho, de cada 100 casas, apartamentos, pontos comerciais, terrenos baldios e construções pelo menos 1 estava com focos positivos do mosquito Aedes aegypti.

Ana Paula Hedler/NC/PML

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