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No último dia 06 comemorou o Dia Mundial dos Transplantados. O Brasil possui o maior programa público de transplantes de órgãos, tecidos do mundo, que é garantido a todos os brasileiros pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O transplante é o procedimento cirúrgico que consiste na transferência de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de um indivíduo para outro, visando atender às pessoas que têm prejuízo irreversível e grave das funções, podendo assim auxiliar, compensar ou substituir uma função paralisada ou perdida.

Além do objetivo fundamental dos transplantes de órgãos de salvar vidas, principalmente, nos casos de transplante de coração, fígado e pulmões, esses procedimentos também promovem significativa reabilitação física e social dos pacientes, reintegrando-os à família e ao trabalho, com uma melhor qualidade de vida. Nos casos de transplante de rim, promove-se também economia de recursos, pois o tratamento alternativo para manutenção da vida, a diálise, é de custo mais elevado, em longo prazo.

O Sistema Estadual de Transplantes do Paraná SET/PR, vem trabalhando arduamente pela excelência dos serviços no âmbito do Sistema Estadual de Transplantes, isso fez do Estado do Paraná o recordista na área de transplantes.

A estruturação dos serviços de transplantes, com muita dificuldades, com pouco apoio e incentivo dos órgãos públicos tem procurado realizar a ampliação do acesso e principalmente captar investimentos nas melhorias das condições dos atendimentos, para assim conseguirem suprirem as demandas que vem aumentando significativamente em razão da conscientização da população através das mobilizações voluntárias realizadas nas campanhas de doações de órgãos

De modo geral, os transplantados sofrem com incapacidade do sistema e principalmente a falta de políticas públicas em absorver essas demandas que não existiam de forma escalonada como ocorrem atualmente.

Estados, Municípios, Distrito Federal e principalmente os serviços oferecidos aos transplantados possuem deficiências em garantir a continuidade da assistência desses pacientes, que APÓS o transplante, saem da condição de “doentes sem controle” para “doentes controlados” e não “curados” como muitos acreditam.

Londrina, através de uma advogada, que viveu toda a trajetória de um doente renal desde a descoberta da doença, o tratamento de diálise, a espera da doação de órgãos em uma fila, até a chegada ao tão sonhado transplante, sentiu na pele as dificuldades enfrentadas pelos pacientes transplantados que estão esquecidos pelo poder público e a sociedade de modo geral.

Dra. Larissa Ramos, ex diabética e ex doente renal, atualmente transplantada de rim e pâncreas, após seu transplante, passou voluntariamente, informalmente e silenciosamente orientar e contribuir para solucionar os problemas dos transplantados em nosso município. Com a colaboração de outros transplantados, essa ajuda voluntária e também silenciosa, consolidou uma grande corrente e atingiram inúmeras cidades de todo Brasil.

Com o aumento da procura dos pacientes, o grupo se reuniu, se conscientizou e resolveram formalizar a associação dos transplantados, nascendo assim, recentemente a AMESP – Associação Amor e Esperança do Paraná, com o objetivo de oficializar e legalizar todas as demandas jurídicas, culturais e sociais dos transplantados no Estado do Paraná.

Esses pacientes necessitam de uma rede de apoio assistencial para a garantia e êxito da terapêutica que consiste em demandas de várias ordens, na qual é necessário uma maior conscientização e mobilização dos órgãos públicos competentes, assim como de toda a população para garantir direitos e principalmente a nova vida que foi lhe ofertada através de um ato de solidariedade, a doação de órgãos.

AMESP – ASSOCIAÇÃO AMOR E ESPERANÇA DO PARANÁ

Larissa Ramos – presidente

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