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Empresa que busca desenvolver uma prótese cardíaca menos agressiva do que as disponíveis no mercado, a Provena assinou ontem (23) o contrato para participar do processo de incubação da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec). A companhia se instala no câmpus CIC do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), onde está o Parque Tecnológico da Saúde.

De acordo com o diretor administrativo da Provena, Fernando Saraiva, o produto inicial a ser desenvolvido na Intec é uma prótese cardíaca para resolver problemas congênitos de má formação do coração, com a vantagem de que o implante desta prótese é feito por endocirurgia, procedimento minimamente invasivo, aponta Saraiva. 

Hoje, a Provena detém o acesso à tecnologia do produto, porém realiza somente a sua importação e distribuição. Segundo o empresário, produtos importados já são conhecidos pelo mercado e o cadastro da prótese foi recentemente aprovado pelo Ministério da Saúde para ser utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Entretanto, de acordo com Saraiva, em função do preço elevado dos importados, poucos pacientes são beneficiados com essa tecnologia importada. “Por isso, pretendemos desenvolver e industrializar um produto nacional e disponibilizá-lo ao SUS com preços mais acessíveis, alcançando um número maior de pacientes. A infraestrutura disponibilizada pelo Tecpar ajudará a reduzir o tempo de pesquisa e desenvolvimento do nosso produto”, salienta.

O diretor administrativo da empresa explica ainda as razões pela escolha da Incubadora do Tecpar para a instalação da empresa. “Estávamos em busca de uma infraestrutura que nos fizesse economizar tempo no desenvolvimento, uma posição geográfica favorável, com disponibilidade de mão de obra mais qualificada que em outras regiões e apoio nas áreas tecnológica, administrativa, legal e regulatória. Encontramos isso na incubadora do Tecpar”, destaca.

O gerente da Intec, Gilberto Passos de Lima, ressalta que a incubadora do Tecpar, por estar dentro de um parque tecnológico, pode acelerar o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Ele pontua ainda que após a consolidação da empresa incubada, ela pode então se candidatar a se instalar no parque tecnológico, onde terá apoio para projetos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

“Durante a incubação, a Provena vai construir o modelo de negócios para entrar no Parque Tecnológico da Saúde e, com isso, estar pronta a fornecer, em parceria com laboratórios públicos, produtos da área da saúde ao Ministério da Saúde”, explica Lima.

INTEC - Empreendedores que queiram participar do programa de incubação do Tecpar podem fazer, ao longo do ano, a inscrição para concorrer a uma vaga em uma das duas unidades da Intec, em Curitiba e em Jacarezinho. São ofertadas vagas para a modalidade residente (quando a empresa fica nas dependências da Intec) e para a incubação não residente, quando o empresário não se instala na incubadora, mas conta com o apoio dos especialistas do instituto.

Podem participar do processo de incubação pessoas físicas, como universitários, pesquisadores e empreendedores que tenha um negócio inovador, ou ainda pessoas jurídicas. Ao longo de 27 anos, a Intec já deu suporte tecnológico a 100 negócios. 

No momento, sete empresas passam pelo programa de incubação: Beetech/Beenoculus, Werker, i9algo, Invento Engenharia, Vuk Personal Parts, Compracam e Provena.

AEN

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