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Grupo de estudiosos busca novas abordagens no tratamento da dor crônica

A fisioterapia é uma grande aliada de portadores de dores crônicas, que não são só idosos. Crianças com síndromes, adolescentes com má postura e adultos com desgastes físicos precoces, principalmente pelo estado emocional desequilibrado, encontram na fisioterapia tratamento para controlar e conviver com a dor.

“Desenvolvemos exercícios para amenizar os sintomas dolorosos e contribuir para uma melhor qualidade de vida do paciente”, resume a fisioterapeuta Priscila Santana, que está no Japão, onde participou do 16th World Congress on Pain (Congresso Mundial de Dor Crônica), realizado em Yokohama entre os dias 26 e 30 de setembro.

Formada pela Unopar e sócia de clínica de Londrina há 10 anos, Priscila acaba de concluir especialização em Intervenção na Dor Crônica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).  Ela integra um grupo de estudiosos, formado por médicos, psicólogos e fisioterapeutas da USP, que está em busca de conhecimentos a respeito de tratamentos alternativos validados por pesquisas científicas do mundo todo.  O congresso é itinerante e, nesta edição, teve como sede o berço de terapias cada vez mais incorporadas e aceitas por profissionais tradicionais. “Temos que abrir a nossa mente para tudo o que possa contribuir para melhorar a vida dos nossos pacientes”, comenta Priscila.

Ela relata que observou excelentes resultados com a aplicação de técnicas não convencionais durante o período entre o curso, em 2015, e o estágio, entre fevereiro e junho de 2016, em São Paulo. “Vão muito além da acupuntura, são técnicas como hipnose, eutonia – que trabalha manutenção de tônus muscular –, ventosas, e até o uso de espelhos em terapias no tratamento da dor crônica”, destaca. O espelho, de acordo com ela, tem sido utilizado por um fisiatra, na capital paulista, para trabalhar o cérebro e o físico.

“A dor crônica é uma somatização, onde o físico é afetado pelo emocional. O tratamento é multidisciplinar e, por sua vez, engloba o corpo todo. Associa-se fisioterapia e outras especialidades a antidepressivos para combater um ‘curto-circuito’ que acontece no cérebro, quando o estímulo de dor é prolongado, mesmo tendo sido cessada a causa”, explica. “Não é possível quantificar a dor do paciente. Cada um tem sua experiência individual, baseadas nas emoções vividas”, completa.

O convívio com a dor

Irene Gutschow é uma das pacientes da Priscila Santana, na L’acor Cento Médico de Reabilitação. Há quatro anos, ela convive com os sintomas do desfiladeiro torácico, provocado pela compressão de veia e nervos na região dos ombros. Segundo a paciente, as dores são muito limitantes. “Tinha dificuldade para dormir. Acordava com dor; não conseguia lavar uma louça,”, lembra a enfermeira, com 24 anos de profissão, que ficou quase 2 anos afastada por causa da dor crônica.

Irene já passou por diferentes tipos de tratamentos na clínica, desde a hidroterapia ao pilates. “Ela (a fisioterapeuta) atua de acordo com a minha necessidade. Num dia que estou com mais dor, fazemos analgesia, nos outros fazemos fortalecimento”, resume. Ao longo do tratamento, Irene já recuperou parte das forças nos braços, mas se conscientizou de que nunca mais deve exigir dela própria carregar as sacolas do mercado, por exemplo. ?Voltei a trabalha e consigo administrar melhor minha vida?, comemora.

Giovanna Galleli/Especial

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