Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Centro de Reabilitação tem capacidade para realizar 4,8 mil atendimentos neste primeiro semestre

Voltado para pacientes que passaram por amputações causadas por acidentes, doenças ou operações em tratamentos de câncer, o Centro de Reabilitação do Hospital Angelina Caron (HAC) está com agendamentos abertos e sem fila de espera. A unidade reúne uma equipe multidisciplinar e oferece tratamentos gratuitos para o paciente por meio do Pronas (Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência). Os agendamentos podem ser feitos pelos telefones (41) 3513-3950 e 3513-3989, das 7h às 17h, ou presencialmente. O Centro tem capacidade de realizar 4,8 mil atendimentos neste primeiro semestre.

São atendidas pessoas que já colocaram prótese ou que ainda irão colocar. O Centro não oferece a prótese, mas auxilia na reabilitação do amputado. “Temos pacientes com amputações ligadas a doenças vasculares, como diabetes, e acidentados em motocicletas, a segunda maior causa. Também atuamos na orientação e reabilitação de pacientes da oncologia, pois alguns casos de mastectomia (remoção da mama) podem gerar sequelas de movimentação no braço. Cada caso é avaliado individualmente, para a definição das sessões e dos profissionais necessários”, explica o médico ortopedista Ivan Kuhn.

Ambiente doméstico simulado

O Centro de Reabilitação tem profissionais especializados em ortopedia, fisioterapia, terapia ocupacional, enfermagem e assistência social. A estrutura física para receber e tratar os pacientes inclui um ambiente doméstico que imita a cozinha e o banheiro de uma residência, com direito a mobiliário com fogão, geladeira, chuveiro, pia e vaso sanitário. Os pacientes aprendem a reconhecer e a prevenir os riscos de acidentes domésticos, além de se adaptar nesses espaços à sua nova condição.

 “Para que o processo de reabilitação seja melhor, o ideal é que o tratamento comece o quanto antes, logo após a amputação, para que não haja rigidez articular pelo excesso de tempo em cadeira de rodas, por exemplo. Além disso, esse trabalho auxilia na preparação do coto para receber a prótese. O paciente precisa se dedicar com afinco nas primeiras semanas, e seguir as orientações da equipe médica, fisioterápica e de terapia ocupacional. Existem pessoas que acham que basta usar uma prótese e sair andando, mas o processo é mais delicado e requer preparo, retomada das articulações e força muscular, cuidado com as lesões, além dos aspectos psicológicos”, orienta Kuhn, reforçando que o projeto não oferece próteses aos pacientes.

O taxista Edson Luiz Coradin, de 60 anos, passou por uma amputação transfemural (acima do joelho) da perna esquerda, causada por uma trombose, que o impedia de voltar a dirigir mesmo com prótese. “Fui um dos primeiros pacientes. A amputação era recente, o que ajudou bastante na recuperação e na parte do equilíbrio. Hoje não sinto mais dor e já consigo trabalhar normalmente”, conta o morador de Colombo.

Para Matheus Maruan Rocha, de 20 anos, que perdeu os dedos da mão direita num acidente de trabalho, começar as sessões o quanto antes foi fundamental para seu tratamento. “Fiquei três semanas de cama e precisava de terapia ocupacional, pois não conseguia levantar e caminhar. Comecei os atendimentos em 11 de janeiro. A terapia ocupacional me ajuda a recuperar o lado sensorial da mão, e a fisioterapia auxilia na força muscular. Hoje já estou muito melhor, faço mais movimentos, meu polegar está mexendo bem, não sinto mais dor e recuperei a sensibilidade na mão”, relata o jovem de Porto União, que espera voltar ao trabalho na metade do ano.

Cuidados e distanciamento

O Centro de Reabilitação está preparado para atender de forma segura, com distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel por toda a equipe, seguindo os protocolos de segurança de todas as instalações do Hospital Angelina Caron. Além disso, todos os colaboradores do Centro já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19.“O Centro fica distante fisicamente das demais áreas do HAC, é uma unidade independente com acesso próprio, portanto os pacientes em tratamento não precisam ter nenhum receio de contato com as alas de atendimento à Covid-19. O espaço é amplo e seguimos as normas de distanciamento social”.

Critérios de triagem

Podem agendar uma avaliação gratuita pessoas que passaram por qualquer tipo de amputação, recente ou antiga, e tenham mais de 12 anos. “Todo paciente merece ser avaliado e passar por uma orientação com nossa equipe, mesmo que esteja bem. É válido também para seus familiares e oferecemos oficinas terapêuticas. Reforçamos que o resultado é melhor quando o atendimento é precoce”.

Os interessados podem agendar consultas diretamente no Centro de Reabilitação. O local atende ainda pacientes encaminhados por UBS (Unidade Básica de Saúde) das 1ª e 2ª Regionais do Paraná, enquanto aguarda na fila da UBS para prótese. As cidades abrangidas pela 1ª e 2ª regionais são: Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá, Pontal do Paraná, Adrianópolis, Agudos Do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco Do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas do Paraná.

André Nunes/Asimp

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.