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Segundo LIRAa (Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti) do ano confirma diminuição no índice de infestação, mas a cidade continua em epidemia

Ibiporã segue em combate contra a Dengue, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do setor de Endemias, divulgou o resultado do segundo Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. O objetivo do índice é calcular a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Durante a semana passada (20 a 24), os agentes de endemias visitaram 946 imóveis - 5% do total - em todas as regiões da cidade e segundo o coordenador do Setor de Endemias, Aldemar Galassi, os focos do Aedes aegypti foram encontrados em todo o município, e quase a totalidade no interior dos quintais, evidenciando o descuido da população com o acúmulo de água em recipientes e no material reciclável. O LIRAa apontou um índice de infestação do mosquito de 1,4%, ou seja, de cada 100 imóveis visitados, 1,4 apresentaram criadouros do vetor. O número é superior ao preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - de até 1%, mas inferior ao LIRAa registrado em janeiro deste ano – que foi de 3,6%.

Os agentes encontraram nos quintais muitas garrafas, latas, entulhos, vasos de plantas, tambores de água e bebedouros de animais com água acumulada. Apesar da mudança recente no clima, os ovos do mosquito são resistentes e continuam ativos. "Por isso, a limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ocorrer, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros e evitar que a dengue esteja em sua própria casa”, alerta o coordenador de Endemias.

Com os resultados do LIRAa, os agentes de endemias elaborarão estudos e planejamento que orientarão os trabalhos nas áreas mais afetadas da cidade. O trabalho dos agentes de endemias é importante no combate à epidemia local, os funcionários estão verificando imóveis durante todos os dias e reforçando o trabalho aos sábados, quando atendem residências que estavam vazias durante a semana.

Cidade em alerta

O último boletim epidemiológico sobre a dengue, divulgado pelo Setor de Epidemiologia no período de 29 de julho de 2018 a 27 de maio, mostra Ibiporã com 1.689 casos notificados, dos quais 259 já foram confirmados colocando o município em estado de epidemia com uma incidência de 494 casos para cada 100 mil habitantes. Segundo parâmetro do Ministério da Saúde, um município enfrenta epidemia quando a incidência de casos chega a 300 por 100 mil habitantes. Uma morte foi confirmado na cidade (uma mulher de 54 anos hipertensa) e outra segue sob investigação. Trata-se de um homem de 80 anos, hipertenso e cardiopata, que estava internado desde o dia 21 de maio em um hospital particular da cidade. O idoso teve complicações e foi transferido para um hospital em Londrina, onde morreu na segunda-feira (27).

Fatores como chuvas, continuidade do calor mesmo após o fim do verão e epidemias confirmadas em cidades vizinhas agravaram ainda mais a situação do município. “Temos no município a circulação dos tipos 1 e 2 da doença. Pessoas infectadas por subtipos diferentes em um período de seis meses a três anos podem ter uma evolução para formas mais graves da dengue”, alerta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vanessa Luquini.

O poder público tem feito a sua parte, com ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território; trabalho de recuperação das casas vazias durante a semana e aos sábados; bloqueio de casos, mutirões de limpeza, limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde para melhor notificação, diagnóstico e tratamento da doença.

Fumacê

Uma das técnicas de combate à infestação do mosquito Aedes aegypti é a utilização do UBV pesado, também conhecido como fumacê. Contudo, o Malathion, um dos inseticidas utilizados para este fim está em falta no Brasil.  Segundo ofício encaminhado pela Secretaria de Estado de Saúde (SESA) ao município, a secretaria recebe o produto do Ministério da Saúde, que o importa da Dinamarca. A previsão de entrega aos Estados para posterior redistribuição aos municípios é junho.

Sintomas

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que aos primeiros sintomas de dengue (febre alta, dores articulares, musculares e de cabeça, manchas avermelhadas na pele e indisposição), a pessoa se dirija à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. Normalmente, os sinais de alarme ocorrem entre o terceiro e quinto dia, esse é o chamado período crítico para dengue. Tratado com hidratação e medicação sintomática corretamente, a maioria dos casos evolui para cura. 

Faça a sua parte!!!!!

Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim, as medidas preventivas envolvem o próprio quintal e também os dos vizinhos. É simples e rápido combater o Aedes aegypti. Siga essas dicas:

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo;

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico;

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente;

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado;

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água;

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água;

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo;

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas;

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água;

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria;

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela;

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo;

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana;

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda;

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito;

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água;

Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico.

NCPMI

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