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Se em janeiro deste ano o índice de ocorrência de larvas do Aedes aegypti em Tamarana era de 8,3%, o número só tem diminuído desde então. No mês de abril, o nível já era de 3%. Em agosto, mais uma queda: 0,8%. Agora, em novembro, após novo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), o setor de Endemias da Secretaria de Saúde do município constatou que a taxa de incidência se manteve em 0,8%. Ou seja: de cada 100 imóveis da cidade em média menos de um tem criadouro do mosquito.

Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária do município, Roseli Aparecida Alves, o dado é positivo, já que a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde consideram satisfatório o percentual de até 1%. “O nosso interesse era que o índice baixasse ainda mais, mas ficamos contentes com esse resultado, porque estamos dentro do parâmetro estabelecido pelo Ministério da Saúde”.

Com a proximidade do verão e a chegada do período mais chuvoso do ano, o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya encontra as melhores condições para se reproduzir. Por isso, a coordenadora da Vigilância Sanitária pediu ainda mais atenção dos tamaranenses quanto a possíveis criadouros do bicho. “Esse período de muito calor e chuva é a época propícia para o Aedes aegypti. Vamos intensificar o nosso trabalho, mas também solicitamos para a população que redobre os cuidados, porque, nós, do poder público, não conseguimos fazer isso sozinhos”.

Moradores que captam a água da chuva para realizar serviços de limpeza precisam eliminá-la em até uma semana, alertou Roseli Alves. “Preocupa o fato de muitas pessoas acumularem a água da chuva para a limpeza doméstica. Essa água só pode ficar por menos de uma semana nesses depósitos, porque, depois disso, é o tempo suficiente para o mosquito desenvolver seu ciclo”. O LIRAa, coletado entre os últimos dias 13 e 25, visitou 240 imóveis de Tamarana e constatou que, além dos depósitos de água da chuva, os focos do Aedes estão em pontos diversos, como caixas d’água, vasos sanitários em desuso e calhas.

Equipe ideal

Conforme a coordenadora, o fato de o município contar com mais agentes de endemias do que o mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde é de suma importância nas ações de prevenção e combate ao vetor. “Estamos com uma boa equipe de cinco agentes de endemias e isso também tem nos ajudado bastante”, destacou. O órgão federal estabelece que, em cidades do porte de Tamarana (de 10 a 20 mil habitantes), são necessários ao menos quatro profissionais.

Pneus retirados

Além das ações do setor de Endemias, a Prefeitura de Tamarana atua em frentes como o recolhimento de pneus velhos para eliminar o Aedes. Executada desde março, a iniciativa já tirou de circulação mais de 20 toneladas desses itens, que são entregues voluntariamente pela população no ponto de recolhimento da Secretaria de Meio Ambiente (Rua Euzébio Barbosa de Menezes, 452 – antigo posto de saúde). “O pneu é o criadouro preferido do Aedes aegypti, porque lá ele encontra tudo o que precisa. O recolhimento do material é um trabalho muito significativo para baixar esse índice”, afirmou Roseli Alves.

Lucas Marcondes Araújo/Asimp

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