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Encontro para aumentar o enfretamento contra riscos de epidemia foi organizado pela Secretaria de Saúde

Ontem, 05, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou uma reunião com representantes dos serviços complementares que prestam atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), em especial os hospitais. O objetivo foi alinhar e definir os fluxos de atendimento aos pacientes, no caso de uma possível epidemia de dengue, para atender, de forma adequada, os londrinenses.    
O secretário da pasta, Felippe Machado, alertou que Londrina enfrenta o risco real de uma epidemia da doença, pois o número de casos notificados está crescendo consideravelmente e a taxa de conversão, de números positivos, tem acompanhado o ritmo. “Neste momento já temos mais de 20 casos confirmados de dengue em Londrina, inclusive com a circulação do sorotipo 2, que é a doença no seu estágio mais agudo, que pode trazer complicações e levar a óbito”, esclareceu.
Ficou definida a realização de uma capacitação, pela SMS, para todos os serviços, sobre manejo clínico e condução dos casos confirmados de dengue e de suspeita da doença. “Faremos isso em todos os hospitais e também uma capacitação para o serviço de enfermagem, a fim de informar sobre os exames adequados a serem solicitados, nos casos de suspeita, para que tenhamos um alinhamento e uma padronização na condução dos casos e no tratamento da doença”, disse.
Machado explicou que, nos casos de suspeita de dengue, a orientação é para que a população se dirija às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. “Os hospitais vão ficar na retaguarda. Se houver necessidade de uma internação clínica, vamos encaminhar os pacientes para eles”, contou.
A medida faz parte de um conjunto de ações que estão sendo desenvolvidas no município, dentro do Plano Emergencial de Enfrentamento e Contingência da Dengue, divulgado na quinta-feira (31), após a confirmação da circulação do sorotipo 2 da doença, na região leste, e do total de 21 casos confirmados de dengue na cidade, até então.
Também é um dos desdobramentos do resultado do 1º LIRAa de 2019, divulgado no dia 22 de janeiro, que apontou que 7,9% dos imóveis vistoriados continham focos do mosquito, caracterizando risco para uma epidemia de dengue. O levantamento também concluiu que cerca de 80% dos criadouros encontrados estavam em depósitos móveis, como pratos e frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros, e também no lixo, com focos do Aedes em recipientes plásticos, garrafas e latas.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Sônia Fernandes, explicou os sintomas dos sorotipos 1 e 2 são parecidos (febre, dor de cabeça, manchas avermelhadas no corpo), contudo, segundo ela, o histórico da doença mostra que sempre que o sorotipo 2 está envolvido em uma epidemia, há registros de casos mais graves e de mais óbitos. “Por isso, sabemos que o sorotipo 2 exige um manejo clínico muito mais apurado por parte dos profissionais de saúde”, frisou. Sônia acrescentou que qualquer sorotipo, seja o 1, 2, 3 ou 4, pode levar a dengue hemorrágica. “O aparecimento dos casos mais graves depende da sensibilidade individual da pessoa e da agressividade do sorotipo”, completou.
O diretor-geral do Hospital da Zona Norte, Reilly Lopes, que esteve presente na reunião, assegurou que a iminência de uma epidemia de dengue é mais um agravante para a saúde da cidade, já que os hospitais estão superlotados. “Se houver uma epidemia, teremos problemas. O que temos feito é capacitar nossos médicos, principalmente aqueles que atendem no pronto socorro, para perceber um possível caso de dengue e já fazer os procedimentos necessários na tentativa de evitar que o paciente agrave e precise ficar internado. É muito importante que o médico que faz o primeiro atendimento ao paciente, tenha olhar clínico e já solicite o teste para diagnosticar”, observou.  
Também estiveram presentes no encontro, representes do Hospital Universitário, Irmandade Santa Casa de Londrina, Hospital Evangélico, Hospital da Zona Sul e Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar).
Dayane Albuquerque/NCPML

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