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De acordo com o 3º LIRAa do ano, houve diminuição de 85% do índice em relação ao levantamento anterior, considerado o menor índice dos últimos três anos e meio

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou, ontem (12), o resultado do 3º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2016. Segundo os dados, o índice ficou em 0,3%. Com isso, Londrina deixou a situação de alerta epidemiológico, visto que abaixo de 1%, o Ministério da Saúde considera o percentual satisfatório.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, este foi o menor índice dos últimos três anos e meio. “Há muito tempo Londrina não conseguia um número desses, de 0,3%, que considero uma conquista fantástica de todos. O grande desafio agora é manter o percentual abaixo de 1% e, para vencermos esse desafio, temos que continuar firmes nas ações de combate ao mosquito”, explicou.
De acordo com os dados oficiais, houve redução de 85% no índice em comparação com o último levantamento, realizado em abril deste ano, que era de 2% de infestação. No 1º LIRAa do ano, feito em janeiro, este número foi de 8%. Em 2015, no período do terceiro levantamento, o resultado foi de 1,6%; em 2014, foi de 1,0% e, em 2013, foi de 1,1%.

Dos 9.449 imóveis vistoriados, o maior índice de infestação foi na região central, que registrou 0,78%. Na sequência, aparecem as regiões oeste (0,28%), norte (0,27%), sul (0,25%) e leste (0,21%). Os cinco maiores índices de infestação do Aedes aegypti estão nas localidades do Quati (33,33%), Paris (4,44%), Zerão (3,45%), Europa (3,17%) e Paulista (3,13%). Com relação a eles, o secretário explicou que o bairro Quati obteve um percentual bastante acima dos demais, por ser um local com uma pequena quantidade de imóveis, o que estatisticamente influencia no cálculo do LIRAa.

Criadouros

Quanto aos criadouros do mosquito, Martin acredita que houve uma mudança significativa quanto ao comportamento da população em relação aos recipientes em que os focos foram encontrados. “Tivemos uma melhor resposta na eliminação dos criadouros intradomiciliares e isso só foi possível através da informação que chega dentro das casas dos cidadãos. Por isso, temos que continuar em alerta e atentos no combate ao mosquito, porque ele é nosso primordial inimigo”.

Segundo os dados, 37,1% dos criadouros foram encontrados predominantemente em recipientes plásticos, garrafas e latas em ambientes peridomiciliares, isto é, em área compreendida em um raio de até 50 metros em torno do domicílio. Por outro lado, 31,4% deles eram da categoria de Depósitos Móveis, que inclui materiais como vasos, pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros.

Vistorias

Durante o 3º LIRAa de 2016, realizado de 1 a 5 de agosto, o setor de Endemias inspecionou 9.449 imóveis da área urbana, abrangendo 183 localidades de todas as regiões do Município. Os trabalhos de campo contaram com a atuação de 275 agentes de endemias, sendo 229 designados para a realização das visitas de pesquisa nos imóveis, e outros 46 atuando na supervisão e acompanhamento dos dados.

Mobilização

A diminuição expressiva do índice de proliferação do mosquito só foi possível devido a forte mobilização que está sendo realizada junto à comunidade. Isso vem ocorrendo por meio de diversas ações e trabalhos coletivos desenvolvidos com o suporte de uma rede de parcerias que inclui esforços de secretarias municipais, associações de bairro, empresas, igrejas, escolas, sociedade civil e várias entidades locais.

Dentre as atividades estão os mutirões e as palestras educativas, as vistorias domiciliares e os estabelecimentos comerciais, o uso do fumacê costal, o registro de auto de infração em locais com altos índices e reincidentes, o bloqueio de locais com casos confirmados e também o Dia D de combate ao Aedes aegypti, realizado uma vez por mês na cidade, e que faz uma grande mobilização com atividades espalhadas por várias regiões e espaços.

A campanha "10 Minutos contra o Aedes" é um dos exemplos. Através da distribuição de panfletos e realização de palestras, tem como objetivo incentivar e conscientizar as pessoas a utilizarem 10 minutos de seu dia para promover uma limpeza de seus quintais e residências como atividade rotineira durante todo o ano. A campanha mais recente é a “Obra limpa, obra sem Aedes”, lançada no final de julho. A intenção é envolver o setor de construção civil em práticas de controle nos canteiros de obras da cidade, com orientações sobre o ciclo de reprodução do mosquito e eliminação dos criadouros.

Dicas de combate à dengue

É possível combater o mosquito através de medidas simples como acondicionar o lixo de maneira correta; colocar areia nas bordas dos pratos de plantas e flores; limpar o bebedouro dos cachorros e gatos; remover as folhas e galhos que podem entupir as calhas de água; manter a caixa de água tampada; limpar lajes e locais que acumulam água e jogar latas, garrafas pets, copos e embalagens plásticas em sacos de lixo fechados, além de matar seus quintais limpos.

Denúncias

Durante a coletiva, o secretário de Saúde pediu a colaboração da população que vir cidadãos jogando lixo, restos de materiais de construção, entre outros objetos em fundos de vale para que denunciem a situação.  A população pode denunciar através do telefone 0800 400 1893, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, ou na Guarda Municipal pelo 153 e na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

NC/PML

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