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Vilson Bittencourt coordenou na sexta (22) reunião pública para discutir a construção da unidade em terreno doado pela PUC-PR

Após reunião realizada na sexta-feira (22) para discutir a construção do Hospital Estadual da Zona Oeste, em Londrina, o vereador Vilson Bittencourt (PSB) afirmou que formará uma frente, com diversos segmentos da comunidade, com o objetivo de sensibilizar o governo do estado sobre a importância da instituição de saúde para o município. Demanda antiga de Londrina e região, o hospital deveria ter sido erguido em um terreno doado ao governo do Paraná pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). A construção foi anunciada em julho de 2016, em evento ocorrido na PUC de Londrina com a presença do então governador, Beto Richa, e do reitor da universidade, Waldemiro Gremski. Na reunião realizada na Câmara Municipal de Londrina, porém, representantes do Executivo Estadual apontaram dificuldades financeiras e disseram que ainda não há uma decisão oficial sobre a viabilidade do hospital.

“Precisamos que o governo do estado se posicione, porque essa é uma luta que começou há cinco, seis anos e foi paralisando. Queremos conhecer qual é a intenção do governo do estado do Paraná”, ressaltou o vereador Vilson Bittencourt em entrevista à imprensa e à equipe de jornalismo da Câmara. O terreno doado pela PUC-PR para a construção do Hospital da Zona Oeste tem cerca de 88 mil metros quadrados e está localizado na Rua Francisco Alves, no bairro Vila Hípica. Na época em que a doação foi formalizada, o governo estadual afirmava que o hospital beneficiaria quase 1 milhão de pessoas do Norte do Paraná e seria utilizado como campo de aprendizado e formação de estudantes de cursos da área da saúde da PUC-PR. Presente à reunião da Câmara, a diretora do câmpus Londrina da PUC-PR, Nádina Moreno, também informou que a intenção era transformar o hospital em uma referência no atendimento a idosos.

Segundo Nádina, a informação recebida pela PUC-PR é que a doação do terreno permanece sob análise da Procuradoria Jurídica Estadual, pois alguns entraves burocráticos ainda não foram resolvidos. Esse, no entanto, não é o maior problema para a construção do hospital. De acordo com a diretora da 17ª Regional de Saúde, Maria Lúcia da Silva Lopes, o grande entrave é a preocupação com as futuras despesas de custeio da unidade. “Se você aceita uma doação, é porque você está se comprometendo a construir esse serviço, que precisa ser equipado, ter pessoas e prestar um cuidado de qualidade. Essa é a grande preocupação hoje do governo do estado. Todas essas questões burocráticas existem, existe realmente um entrave, um problema na PGE, mas esses entraves são menos difíceis de serem ultrapassados”, disse em entrevista concedida após a reunião.

Também presente ao evento promovido na Câmara, a coordenadora do Núcleo Regional da Casa Civil da Região Metropolitana de Londrina, Sandra Moya, afirmou desconhecer a situação do Hospital da Zona Oeste, mas se comprometeu a buscar informações com o governo estadual. Além dela, participaram da reunião a diretora-geral da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, Rosilene Machado; a secretária municipal do Idoso, Andrea Ramondini; representantes dos deputados estaduais Tercílio Turini (PPS) e Cobra Repórter (PSD) e do deputado federal Filipe Barros (PSL); e membros de conselhos municipais e de instituições como o Observatório de Gestão Pública de Londrina.

Asimp/CML

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