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Hospital da Providência em Apucarana receberá R$ 1,6 milhão por ano para custeio dos procedimentos. Recurso é resultado da economia de gestão feita pelo Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou na sexta-feira (23), a habilitação do Hospital da Providência, em Apucarana (PR) ao componente parto e nascimento do programa Rede Cegonha, estratégia de incentivo ao parto normal humanizado e de assistência integral à mãe e ao bebê. Responsável pela totalidade de partos no município, a unidade receberá da pasta mais R$ 1,6 milhão por ano para custeio dos procedimentos. A destinação desse recurso para o Hospital foi possível após medidas de gestão que possibilitaram economia e reaplicação de novas verbas na ampliação da assistência. Em todo país, serão credenciados 1.041 novos serviços de 216 hospitais filantrópicos.

Com 85% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital da Providência é o primeiro em Apucarana a ser credenciado para partos e nascimento pela Rede Cegonha e está entre os 5.509 municípios que aderiram ao componente pré-natal no país. A unidade é a referência local para esses atendimentos. No ano passado foram realizados 1.688 partos na cidade e somente um não ocorreu nesse estabelecimento.

A Rede Cegonha oferta assistência integral à saúde das mulheres e crianças de até dois anos na rede pública, acompanhando o pré-natal, o parto e o pós-parto. “Estou aqui com a sensação de parte do dever comprido porque as filantrópicas e Santas Casas representam mais de 50% dos atendimentos do SUS, então essa parceria é muito importante. O serviço já estava sendo ofertado, mas sem a contrapartida da União. Assim, a habilitação à Rede Cegonha possibilitará a expansão da qualificação do atendimento integral da gravidez ao puerpério”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Atualmente no SUS, 42% dos partos realizados são cesáreos e 58% normais, enquanto na rede de saúde suplementar as cesarianas chega a 84%. A recomendação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é que o parto normal seja priorizado, por ser considerado de menor risco e trauma para a parturiente e o bebê.

A ampliação do serviço no Paraná foi possibilitada após ajustes de gestão feita pelo ministro desde que assumiu a Pasta. Até o momento já foi economizado R$ 1,059 bilhão com medidas como extinção de 417 cargos e renegociação de contratos e compras de medicamentos. “Esse arranjo financeiro permitiu reduzir custos do Ministério e reverter diretamente para a ampliação da oferta de atendimentos e de medicamentos pelo SUS”, comemorou o ministro.

Paraná

Todos os municípios do Paraná já aderiram ao componente pré-natal da Rede Cegonha. Além disso, três regiões já contam com Planos de Ação Regional (PAR), totalizando 14% do estado, o que possibilita a adesão ao componente parto e nascimento. O Ministério da Saúde destina R$ 27 milhões por ano para o custeio da Rede Cegonha no Paraná.

Diogo Caixote/Agência Saúde

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