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A cada 100 imóveis vistoriados pelos agentes de endemias, mais de quatro estavam com focos de dengue

Ontem (29), o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, e sua equipe, divulgaram o resultado do 4º e último Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em 2017. De acordo com os dados apresentados, o índice geral foi 4,3%, caracterizando situação de risco epidemiológico, o que significa que a cada 100 casas vistoriadas pelos agentes, mais de quatro estavam com focos positivos do mosquito.


O levantamento ocorreu de 6 a 11 de novembro, em 8.823 localidades da área urbana. Um dos fatores atribuídos pelo secretário municipal de saúde pelo aumento do LIRAa, em relação ao anterior, que apontou uma infestação predial de 0,5%, foi o fato de que na ocasião do 3º levantamento houve um período de estiagem de cerca de 100 dias, o que influenciou nos dados. Já neste último, foram registradas mais pancadas de chuvas isoladas e menor cuidado preventivo por parte da população.


O secretário frisou que o índice de 4,3% é visto com preocupação pelo Município. “Estamos com os casos confirmados de pessoas com dengue relativamente controlados, contudo o alto índice do LIRAa serve como sinal de alerta, para que mantenhamos as ações intensificadas, com o objetivo de não haver uma epidemia na cidade, como aconteceu no ano passado”, salientou.


Segundo Machado, os trabalhos educativos serão mantidos, reforçando as ações nos locais com maiores índices de proliferação do mosquito. “As ações vão continuar, porém isso de nada adiantará se a população não se conscientizar e se engajar no combate ao mosquito, visto que novamente se constatou que os maiores focos do Aedes aegypti estão dentro do quintal das pessoas, como em vasos de plantas, bebedouros dos animais, armazenamentos inadequados de água, entre outros objetos. Por isso precisamos muito da participação coletiva, do envolvimento da sociedade civil organizada para auxiliar o poder público a combater a infestação do mosquito”, explicou.


A região com o maior índice de infestação é a norte, somando 5,20% dos imóveis com focos positivos. Em seguida, está a região leste, com 4,73% das residências com focos. O terceiro colocado é o centro, com 4,51% dos imóveis com problemas. Na sequência, aparecem os imóveis da região sul com 4,05% de infestação e, por último, ficou a zona oeste com o índice em 2,59%.
A pesquisa realizada pelos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde também mostra as localidades classificadas como top 10 de infestação, ou seja, aquelas que obtiveram os maiores índices em toda a região urbana de Londrina. São elas: Chácara Eucaliptos (38%); Chácara São Miguel (37%); no Royal Golf (30%); Parigot de Souza (24%); Parque Industrial Germano Balan (21%); Petrobras (21%); Vila Casoni (15%); Jardim Rosicler (15%); Jardim Oriente (14%) e Parque das Indústrias Leves (14%).
Dentre todos os locais em que se encontraram os focos, a maioria deles estava dentro dos quintais dos imóveis, dentro das casas (intradomiciliar) e em terrenos baldios em objetos como vasos de plantas, lixo armazenado de forma irregular e recipientes inadequados para a conservação da água, como tambores abertos, caixas d’água descobertas e outros.   


Vacinação

O secretário de Saúde também lembrou que, neste ano, foi disponibilizada a vacina da dengue para jovens de 15 a 27 anos de idade, mas que apenas 52% dos 61 mil habilitados procuraram as Unidades Básicas de Saúde para se imunizarem. “Se todos os jovens tivessem participado da campanha de vacinação contra dengue, teríamos 10% da população imune à doença, ou seja, protegidos da dengue e não sendo transmissores dela. Isso tudo demonstra que precisamos do engajamento da sociedade para atravessarmos o verão sem casos elevados da doença e sem casos extremos, pois sabemos que a dengue pode matar”, finalizou Machado.
A gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Diana Martins, alertou a população para o cuidado dobrado com o aumento das temperaturas devido ao verão que se aproxima. “Se a população não se conscientizar e cuidar de seus imóveis, fazendo a vistoria com frequência, tapando os recipientes que podem acumular água, lavando os vasos e potes de plantas e tendo cuidado com ações simples, podemos chegar a índices mais altos em janeiro. Por isso, precisamos da colaboração de todos no combate à dengue”, ressaltou.


Números da dengue

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou, nesta quarta-feira (29), o relatório semanal com os dados sobre a dengue em Londrina. Do início do ano até o momento, foram registradas 3.419 notificações relacionadas à doença. Deste total, 34 casos foram confirmados e 2.825 descartados. Outros 560 estão em andamento, aguardando o resultado de exames laboratoriais.

Ana Paula Hedler e Dayane Albuquerque/NC/PML

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