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A procura por exames preventivos saltou de 17% para 83% entre 1994 e 2020

Uma pesquisa realizada por 25 anos comprovou que o acesso à informação está salvando vidas. Conforme o estudo, realizado pelo curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Campus Londrina, o número de pacientes que realizam os exames anuais de prevenção ao câncer de próstata, o segundo tipo mais comum na população masculina, teve um crescimento de 66% entre 1994 e 2020.

  mapeamento começou em 1994 e teve continuidade com o professor Ricardo Brandina, do curso de Medicina da PUCPR Londrina. Em 2004, Brandina repetiu a coleta e, este ano, a estudante de Medicina Mariana de Castro Faidiga atualizou a série e tabulou os dados. Foram ouvidos mais de 1.760 indivíduos no estudo.

 “Percebemos que a campanha de prevenção tem sido eficaz para orientar essa população porque o salto de 17% para 83% no percentual de pacientes que fazem os exames preventivos (rastreio) é um dado muito significativo. No ano de 1994, apenas 42% dos entrevistados sabiam o que é a próstata e como ela funciona, hoje são 58%, reflexo do acesso à informação”, explica a estudante.

O Instituto Brasileiro do Câncer (INCA) estima que serão diagnosticados 65 mil novos casos de câncer de próstata até o final de 2020. A doença é assintomática e o segundo tipo de câncer mais comum nos homens a partir dos 45 anos - em média, um a cada nove homens nessa faixa etária desenvolve a doença. A boa notícia é que a detecção precoce eleva para 95% as chances de cura.

“As campanhas como o Novembro Azul são importantes porque nós conseguimos trazer o paciente mais cedo ao consultório. A pesquisa inicial (1994) avaliava o nível de conhecimento dos homens de Londrina sobre sua saúde, mais da metade deles sequer sabia o que é próstata. Por conta das campanhas de conscientização, aumentou em 30% o número daqueles que sabem que podem ser curados do câncer de próstata se forem diagnosticados em tempo, o resultado é que aumentou a procura pelos exames preventivos e estamos, sem dúvida, salvando muitas vidas”, comemora o professor Ricardo Brandina.

Veja alguns dados levantados pela pesquisa da PUCPR Londrina:

Iniciação científica 

A pesquisa foi desenvolvida dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da PUCPR. Considerado como uma porta de entrada para o mundo da pesquisa acadêmica, o programa tem como objetivo despertar vocação científica e incentivar novos talentos entre estudantes de graduação. Ao realizar um projeto de iniciação científica, os acadêmicos aprendem técnicas e métodos de pesquisa e desenvolvem um pensamento científico. Confira o link da apresentação durante o XXVIII Seminário de Iniciação Científica PUCPR: <https://www.youtube.com/watch?v=mm7fonYr2rU&feature=youtu.be> (EM INGLÊS)

Asimp/PUC

#JornalUnião

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