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Saúde 23/01/2019  10h56

Os perigos da Hepatite A

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde em 2017, os casos de Hepatite A quase que dobraram em comparação ao ano anterior, com um aumento expressivo na região Sudeste do país. Um dos motivos para o aumento dos casos da doença foi o avanço do contato sexual desprotegido. Apesar de a Hepatite A não ser uma infecção sexualmente transmissível, só o contato com a região perianal ou com material fecal pode gerar contaminação. Causada por um vírus que inflama o fígado, a Hepatite A é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados com dejetos. Locais onde o saneamento básico é precário, como praias em que o esgoto é despejado diretamente no mar, oferecem o risco à saúde.

É preciso ficar atento aos sintomas que aparecem entre duas a quatro semanas após o contágio, como: dores nas articulações, no abdômen ou nos músculos, fadiga, febre baixa, perda de apetite, vômitos, náuseas, diarreia e em alguns casos, coceira, pele e olhos amarelados, perda de peso e urina escura. Porém, nem todo indivíduo apresenta os sintomas, daí a importância de sempre realizar exames periódicos para detecção da Hepatite A. Em casos muito raros, ela pode levar a óbito, o que chamamos de hepatite fulminante ou aguda grave.

Como forma de detecção e confirmação da doença, os especialistas solicitam exames de sangue que, junto com a avalição dos sintomas, podem apresentar um diagnóstico. Não existe um tratamento específico para a Hepatite A, pois ele é feito por meio de cuidados individuais e medidas preventivas. Na maioria dos casos, o próprio fígado se cura, porém, como forma de agilizar, é possível adotar algumas medidas como evitar o consumo de álcool, e medicamentos que possam agravar o quadro, descanso, fazer pequenos lanches ao longo do dia, além de tomar bastante água.

O tempo de recuperação da doença fica em torno de três meses e o vírus não permanece no organismo. Porém, a melhor forma de evitar a Hepatite A é a prevenção por meio de vacina e cuidados com a alimentação. Não ingerir carnes ou peixes crus, lavar sempre as frutas com água corrente e sabão, não ingerir água que não esteja filtrada ou fervida, tomar cuidado com praias poluídas, principalmente no verão, onde existe uma aglomeração maior de pessoas no mar. Todo cuidado é pouco. Fique atento à sua saúde!

Dr. Hesio Vicente Juliano, Chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital IGESP - (Tâmara Scala - tamara@gpimage.com.br)

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