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O vírus da gripe tem presença confirmada em todas as 22 Regionais de Saúde do Estado. A informação consta do último boletim da gripe divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde na quarta-feira (1º). O boletim confirma ainda 509 casos da doença e 77 óbitos entre janeiro e julho de 2018.

A 14ª Regional de Saúde – Paranavaí, foi a última das regionais de saúde do Paraná a confirmar a presença do vírus, com um registro da doença na cidade de Amaporã, município com 6 mil habitantes. Até então, apenas 21 regionais tinham registrado casos de influenza.

Conforme explica o chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Renato Lopes, é preciso monitorar a gripe para identificar o comportamento do vírus no Estado e assim orientar as ações no combate à doença. Monitoramentos semelhantes mapeiam o vírus em todo o mundo e servem, inclusive, para orientar a produção das vacinas que serão usadas nos anos seguintes.

“O vírus está em constante mutação. Para se manter eficientes, as vacinas precisam acompanhar essas mudanças e serem atualizadas ano a ano, conforme a necessidade. A coleta de dados confiáveis sobre a influenza é fundamental para isso”, diz Lopes.

REDE

Através da rede de monitoramento da influenza é possível identificar os vírus em circulação e os locais onde eles estão, além de esboçar um perfil dos grupos mais suscetíveis à doença. No Paraná, por exemplo, neste ano a maior parte dos casos de gripe refere-se à Influenza A(H3) Sazonal, responsável por 55,4% dos registros. Entre os óbitos, prevalece a Influenza A(H1N1), com 38 óbitos ou 49,4% do total.

No Brasil, dos 5.368 casos e 1.028 óbitos por influenza, a maioria é do tipo H1N1, responsável por 3.241 dos registros e 690 mortes. Entre os estados brasileiros, São Paulo tem o maior número de confirmações de influenza (2.039) e de óbitos (430).

Cuidados

Além da vacinação anual contra Influenza, disponibilizada gratuitamente a grupos pré-definidos pelo Ministério da Saúde durante a campanha nacional de vacinação contra gripe, é recomendada a adoção de medidas preventivas contra a doença.

Entre elas, estão a frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir alimentos; uso de lenços descartáveis para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar aglomerações em ambientes fechados e procurar manter os ambientes ventilados; adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, e ingestão de líquidos, além de evitar a automedicação.

No caso de presença de sintomas como febre alta (acima de 38°), dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse, a recomendação é procurar os serviços de saúde para avaliação médica. Se o médico avaliar o caso como suspeito, poderá recomendar o início imediato de tratamento com antiviral específico, que está disponível nos 399 municípios do Estado.

AEN

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