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O Governo do Estado lançou nesta ontem (23) a Rede de Atenção Integral à Saúde do Idoso. O objetivo é organizar e preparar o sistema de saúde estadual para o atendimento qualificado da população idosa, que exige cuidados diferenciados. A estratégia é inovadora no campo da saúde pública mundial. O evento de lançamento ocorreu no auditório da Unicesumar, em Maringá.

“O processo rápido de envelhecimento da população traz grandes desafios ao Sistema Único de Saúde (SUS). A Rede de Saúde do Idoso, modelo pioneiro no mundo, vem para trazer aos paranaenses um envelhecimento ativo e saudável, com qualidade de vida, autonomia e independência pelo máximo possível de tempo”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

Em 2010, 11,7% da população brasileira era idosa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta um aumento desse percentual para 18,8% em 2030, e para 29,3% em 2050. O Paraná segue o mesmo padrão demográfico do Brasil. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do ano de 2015, existem cerca de 1,6 milhão de idosos no Estado. O valor representa, em média, 14% da população geral.

MODELO – De acordo com o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, o sistema de saúde foi originalmente desenhado para atender a indivíduos jovens com doenças agudas únicas. “O modelo que propomos traz conceitos e diretrizes que objetivam nortear o trabalho dos profissionais de saúde para que monitorem a saúde e a autonomia do idoso em vez de se concentrarem na doença”, explica.

A estratégia foca na identificação de potenciais riscos para a pessoa idosa, com ênfase na prevenção, entendendo que a intervenção precoce resulta em mais chances de reabilitação. “Como ponto de partida para a estratificação do risco, os profissionais devem investigar funções básicas como independência para alimentar-se, banhar-se, movimentar-se e higienizar-se, e outras funções como trabalho e lazer”, acrescenta o superintendente.

ATENÇÃO PRIMÁRIA – A Linha Guia da Saúde do Idoso é o material organizado para nortear o trabalho da atenção primária, considerada a porta de entrada das pessoas aos serviços do SUS. Profissionais das unidades de saúde de todo o Estado foram capacitados em oficinas macrorregionais para a aplicação do modelo e médicos especializados ou capacitados na área da geriatria estão sendo incorporados às equipes multidisciplinares nos centros de especialidades.

Segundo o coordenador da Divisão de Saúde do Idoso da Secretaria, Rubens Bendlin, com os agentes comunitários de saúde e a estratégia de saúde da família, as unidades de saúde estão posicionadas para manter contatos regulares, prolongados e contínuos com o objetivo de prevenir ou retardar o surgimento das incapacidades resultantes das condições crônicas de saúde.

A intenção é concentrar tratamento e acompanhamento das condições estratificadas na atenção primária na própria unidade de saúde. Entretanto, o modelo também estabelece uma integração efetiva com a atenção secundária para que, se necessário, aconteça o encaminhamento à assistência especializada.

“Estamos fazendo algo novo mundialmente, uma avaliação que propõe identificar e manejar a fragilidade como ponto de partida para a manutenção da capacidade funcional do idoso”, afirmou Caputo Neto. Segundo ele, o Paraná já é referência em saúde pública para todo o Brasil. “Queremos o mesmo para essa área, nos tornar referência em Atenção à Saúde do Idoso com o resultado de um envelhecimento ativo da população paranaense”, acrescentou.

AEN

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