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Com mais de 114 mil casos confirmados, o Paraná vive sua pior epidemia de dengue da história. O número de mortes também é recorde, já são 105 óbitos desde agosto do ano passado.

Ao todo, 195 cidades paranaenses estão em situação de epidemia. Isso representa quase metade dos municípios do Estado. A doença atinge sobretudo as regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná.

Além disso, a situação do Paraná é a pior dentre todos os estados do país, tendo em vista que a incidência de casos é a maior do Brasil. Os dados são alarmantes, preocupam as autoridades de saúde e reforçam a necessidade de ampliar o combate à dengue, mesmo com as medidas de isolamento social.

De acordo com o deputado estadual Michele Caputo (PSDB), as pessoas devem aproveitar este momento de quarentena por causa do coronavírus para manter suas casas livres do mosquito da dengue. “Não podemos baixar a guarda. Quinze minutos por semana já são suficientes para vistoriar a casa e eliminar possíveis criadouros do mosquito”, explica.

Retomada do Fumacê

Para auxiliar a população neste combate ao Aedes aegypti, Caputo também protocolou dois requerimentos solicitando aos governos federal e estadual a retomada da estratégia de aplicação do fumacê nas cidades. A ação é fundamental contra o mosquito adulto, em sua forma alada.

Recentemente, o Ministério da Saúde orientou a troca do inseticida utilizado no fumacê. O Malathion, aplicado há anos, passou a não fazer mais efeito. Por isso, a partir deste ano, o recomendado é usar o Cielo-ULV, que inclusive já foi enviado para os estados.

“Queremos que o Ministério da Saúde dê prioridade ao Paraná na logística de distribuição deste novo inseticida. Além disso, estou pedindo à Secretaria de Saúde que nos apresente um cronograma de atendimento aos pedidos de fumacê já feitos pelos municípios. Sabemos que há uma fila e por isso é preciso que todo o processo seja transparente”, enfatiza o deputado.

Para Caputo, não basta apenas colocar a culpa da epidemia de dengue na população. “O poder público tem que fazer a lição de casa e organizar a retaguarda de atendimento para evitar mais mortes. Mesmo com a pandemia de coronavirus, não pode faltar leito para quem tem dengue”, afirma o deputado. “Não podemos mais perder vidas”, complementa.

Tipos diferentes de vírus

Um dos fatores que podem ter contribuído para a ocorrência da epidemia é a circulação simultânea de três variantes diferentes do vírus da dengue (Denv-1, Denv-2 e Denv-4). “Contudo, é importante destacar que em 2016 já houve a circulação concomitante de quatro subtipos de vírus da dengue no Paraná. Mesmo assim, o número de casos e mortes não chegou a esse patamar atual”, revela o deputado.

Problema nacional

O Denv-2 está circulando em praticamente todo o país. Então o problema não é a reintrodução do Denv-2, de forma isolada, visto que todos os estados estão enfrentando esse vírus.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Paraná tem o maior número de casos prováveis de dengue do Brasil. Desde o início do ano já são 173.924 notificações, de acordo com o boletim nacional.

Asimp/Alep

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