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Cresce o número de famílias com usuários de crack no Brasil, uma droga que veio para matar o usuário e seus familiares.

A complexa convivência com um dependente de crack leva os pais à loucura

Os pais se radicalizam a um posicionamento: o filho pode morrer. Mas se eles se adaptam ao usuário, a família toda é que morre ou vai à falência.

Mesmo para grupos de ajuda ao dependente químico, como é o caso do ‘Amor exigente’, TA, NA etc., a dependência do crack veio quebrar todos os paradigmas de apoio.

Quando já não há nada em casa, porque o usuário saqueou tudo para trocar em pedras de crack, quando a violência do usuário não identifica mais quem é o pai ou a mãe, vendo-os como mais um a ser agredido, essa é a hora de desespero.

O desespero, inclusive, chegou na conduta de alguns Psiquiatras e especialistas em dependência química, que preferem dizer para os familiares que, no processo de tratamento, é melhor deixar o usuário usar, pelo menos, a maconha, por ser um mal menor.

Conversa essa que começa a ser frequente entre os profissionais de saúde. Porém, ao identificar-se a trajetória de um usuário de drogas que chegou ao crack, vamos constatar que a maconha foi a porta de entrada.

O que fazer?

Lutar até o fim, sofrer junto e ter esperança, ou abandonar o filho, deixando-o à beira da sarjeta?

As duas posições são louváveis. Entendo que a medida deve estar em cada família. Aquelas famílias que abandonaram seus filhos não representam o fato de os terem amado menos; ao mesmo tempo, as que estão lutando sem desistirem não representam os que amam mais. Aqui, vai depender do perfil de cada família.

O certo é que posturas de compensação dos pais em relação ao filho usuário do crack, principalmente quando acreditam que este chegou à dependência por erros deles [pais], gerando o sentimento de culpa e, consequentemente, a codependência que até sustenta o vício, não pode ser um caminho considerado adequado.

Lutar pela vida do filho ou não deve ser movido por critérios e decisões que estejam dentro de uma reflexão transparente das reais condições da família, associado ao real interesse do usuário em querer ajuda.

Trevas

Estamos perdidos nesse processo, e tudo parece ser muito novo. Precisamos conversar e nos apoiar mais em famílias, no coletivo, para que tenhamos alguma luz a longo prazo, pois, no momento, as trevas falam mais alto.

Tenho orado, frequentemente, pela lucidez dos familiares que estão vivendo esse drama da dependência de um filho no crack.

No momento, precisamos de muita luz espiritual para clarear nosso caminho.

(Canção Nova)

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