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Percentual é bem menor do que registrado no mesmo período do ano passado; levantamento foi realizado entre 7 a 11 de novembro

Nesta sexta-feira (18), o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, divulgou o resultado do 4º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2016. De acordo com os dados, o índice está em 1,4%, bem abaixo dos 7,9% registrados no mesmo período do ano passado.

"Embora o Ministério da Saúde considere o ideal abaixo de 1%, acreditamos que o resultado do quarto LIRAa é extremamente satisfatório, pois continuamos fora do risco de epidemia. Além disso, começamos janeiro de 2016 com um índice de 8% e chegamos no inverno com 0,3%. Ou seja, o menor LIRAa dos últimos anos”, disse Martin. “Estamos com uma margem de controle de infestação do mosquito boa e temos que manter a mobilização e a população ativas, para que esse índice não suba", complementou.

Ele ressaltou que, o índice do LIRAa anterior, realizado em julho, foi menor em função das condições climáticas, uma vez que, em temperaturas mais baixas, a proliferação do mosquito é bem menor.

O levantamento aconteceu de 7 a 11 de novembro, quando foram inspecionados 8.969 imóveis de 186 localidades de todas as regiões do Município. Nas visitas, os agentes do Setor de Endemias encontraram 97 localidades com focos e 89 sem o mesmo. Ao todo, foram levados às análises laboratoriais 231 amostras, sendo que destas, em 121 imóveis haviam focos positivos.

A região com o maior índice de infestação foi a central. Nela, a cada 100 imóveis vistoriados, 2.25 estavam com focos positivos do mosquito transmissor da dengue, da zika vírus, da febre amarela e da chikungunya. A segunda região com o maior índice é a Leste, com 1.67% de infestação; seguida pelos bairros da região sul, com 1.24%; da oeste com 1.16% e pela norte com 1.04%.

Com relação aos criadouros do mosquito, manteve-se o índice de 35% em recipientes plásticos, garrafas e latas em ambientes peridomiciliares, isto é, em área compreendida em um raio de até 50 metros em torno do domicílio. Na sequência, registrou-se uma queda na categoria de Depósitos Móveis, que atualmente é responsável por 26,6% dos focos. São considerados depósitos móveis os vasos, pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais e outros.

Já os depósitos fixos como as calhas de água da chuva, lajes, ralos e sanitários em desuso somaram 13,3% dos focos encontrados. Demais locais como baldes com água, dentro das casas ou nos quintais, assim como tanques e barris registraram quase 12% dos focos. Os 13% dos focos restantes estavam espalhados em depósitos elevados ligados à rede, pneus e materiais rodantes, e em depósitos naturais como buracos em árvores e bromélias.

Durante a apresentação, Martin também explicou que houve uma mudança no perfil dos insetos encontrados nas regiões inspecionadas pelos profissionais da saúde. Segundo o assessor técnico do setor de Endemias, Elson Belisário, em todos os levantamentos feitos pela Secretaria Municipal constatou-se a presença dos mosquitos Aedes aegypti, Aedes albopictus (vetor da dengue) e do culex (pernilongo comum).

“Nesse LIRAa, notamos uma presença maior do pernilongo comum, que na nossa região não é transmissor de doenças, dentro dos domicílios. Isso significa que pode haver uma competição de espécies por território, onde o aumento da presença do culex traz um resultado positivo, porque nos dá mais tranquilidade para desenvolvermos as ações de controle de epidemia no município”, explicou Belisáro.

Números da dengue – de janeiro até o momento, a Secretaria de Saúde registrou 14.293 notificações relativas à dengue. Deste total, foram confirmados 5.134 casos e descartados 8.296. Outros 863 casos estão em andamento, aguardando o resultado de exames de laboratório.

No que se refere à chikungunya, de agosto até o momento, o município notificou seis suspeitas, sendo cinco moradores de Londrina. Destes, quatro foram descartados e um está em análise. Quanto ao zika vírus, no mesmo período, foram notificados quatro casos, sendo todos de Londrina. Eles estão em análise laboratorial.

Mobilização – Segundo o secretário de Saúde, o atual índice do levantamento mostra que é importante que a população se mantenha em alerta no combate aos criadouros do mosquito. “Precisamos localizar os criadouros e removê-los para o saco plástico, para o caminhão do lixo levá-los. Cada um deve fazer o que depende unicamente de nós. Vamos combater esses locais de reprodução do mosquito e eliminá-los, pois assim acabamos com o Aedes aegypti.”  

A mobilização contra a proliferação do inseto vai continuar por meio dos trabalhos educativos desenvolvidos pelos agentes de endemias e profissionais da saúde, com o fortalecimento da rede de parcerias (que inclui esforços de secretarias municipais, associações de bairro, empresas, igrejas, escolas, sociedade civil e várias entidades locais) e com a campanha "10 Minutos contra o Aedes”. A campanha continuará distribuindo panfletos e realizando palestras, como objetivo de incentivar e conscientizar as pessoas a utilizarem 10 minutos de seu dia para promoverem a limpeza de seus quintais e residências como atividade rotineira, durante todo o ano.

N.com

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