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Primeiro índice de infestação registrado no ano foi de 7,9%. Em outras palavras, há risco de epidemia de dengue

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou, na terça-feira (22), o 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. Os dados obtidos decorrem de vistorias feitas pelos agentes de Endemias, que percorreram 10.472 imóveis da cidade no início do mês de janeiro. Com focos do mosquito observados em 838 imóveis, o índice de infestação predial (IIP) foi de 7,9%, número que coloca Londrina em situação de risco para uma possível epidemia de dengue, conforme classificação do Ministério da Saúde.

O índice registrado em janeiro é inferior ao apontado no mesmo período do ano passado, quando catalogou-se 12,1%, contudo é maior do que o último LIRAa de 2018, que registrou o índice de 5,4% em outubro. A maioria dos focos, 80%, foi encontrado em depósitos móveis, como pratos e frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros, e também no lixo, com focos do Aedes em recipientes plásticos, garrafas e latas.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, disse que recebe o resultado com bastante preocupação, pelo risco de epidemia de dengue. “Os números apontam que a maioria dos focos está dentro dos quintais das pessoas ou no lixo descartado de forma irregular. Isso reforça a ideia de que a população precisa se conscientizar sobre a importância de olhar o seu quintal, recolher os criadouros, caso contrário podemos atravessar uma epidemia de dengue, casando riscos de óbitos à população. Temos visto diversos municípios do Paraná, inclusive próximos a Londrina, que já se encaminham para isso”, alertou.
Segundo o levantamento da SMS, a área da cidade com maior número de focos do mosquito é a região Sul, com índice de 9,38%. Em seguida, está a região Central, com 8,58% de infestação. Nas regiões Norte e Oeste, os índices foram de 7,93% e 5,82%, respectivamente.
O primeiro LIRAa de 2019 indicou também as comunidades e localidades com maior índice de infestação. No topo da lista está o Cilo V, localizado na região Sul, com índice de 60%, seguido pelo Jardim Felicidade, Água das Pedras e Parque Tauá, os três com 33,33% de infestação e todos na região Leste. A quinta comunidade com maior índice é a Vila Yara, na região central, com 27,27% de imóveis com focos do Aedes.
O secretário de Saúde lembrou que já foram realizadas diversas atividades de combate ao Aedes na região Sul, por ser a área da cidade com maior número de focos do mosquito, e outras estão sendo programadas, em caráter de mutirões. “Há cinco equipes de agentes de endemias, cerca de 30 profissionais, atuando na região, em especial no Conjunto São Lourenço e na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde do Itapoã, área que nos chamou muito a atenção devido ao número de casos notificados de dengue. Somente nesta região tivemos, até agora, mais de 60 casos notificados, com uma grande possiblidade de serem confirmados com o exame de sorologia”, contou.
Machado falou também sobre a importância da população fazer a sua parte na luta contra o Aedes, unindo as forças com o poder público. “Intensificaremos as autuações, notificações e multas, se necessário, para as pessoas que não tomam os devidos cuidados, porque elas colocam as suas vidas em risco e de toda a vizinhança também”, advertiu.    
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Sônia Fernandes, contou que, para complementar as ações de combate, o município vai solicitar, ao governo do Paraná, a vinda dos carros fumacê para Londrina, pois tanto o veneno quanto os veículos são disponibilizados pelo Estado. Segundo ela, o veneno utilizado, chamado Ultra Baixo Volume (UBV) pesado, ataca os mosquitos na fase adulta que estão em circulação. O mais importante, porém, é eliminar os criadouros. “O que evitará o aparecimento de novos mosquitos e uma nova infestação é a eliminação dos criadouros e é isso que estamos fazendo com as nossas equipes, visitando casa a casa”, frisou.
Medidas

Com relação aos cuidados que a população deve ter, Sônia informou que a vistoria das casas e quintais - observando os lugares que podem acumular água, como bebedouros de animais, vasos de plantas, recipientes, ralos, calhas, entre outros - deve ser realizada pelo menos duas vezes por semana. “O vetor tem uma capacidade de adaptação muito fácil e nós já comprovamos que em 48 horas, ele consegue passar de ovo a adulto”, contou.
Durante a apresentação, a equipe da Saúde expôs as atividades realizadas após o resultado do 4º e último LIRAa de 2018: palestras no Hospital Zona Norte, exposição educativa sobre as endemias e mutirão de limpeza em acampamento indígena na região Sul, conscientização de comerciantes e consumidores no Jardim São Jorge, entre outras iniciativas.   
A pesquisa e coleta de informações para o primeiro LIRAa de 2019 foi realizada entre os dias 7 e 11 de janeiro. Neste período foram vistoriados 5% dos 218.209 imóveis cadastrados na base de dados da Coordenação de Endemias, entre residências, comércios e terrenos baldios. Participaram deste trabalho 233 agentes de controle de endemias e 15 servidores do Ministério da Saúde.
Relatório

Com relação à situação epidemiológica de Londrina, foi divulgado que, no decorrer de 2018, o município registrou 3.077 notificações de casos suspeitos de dengue. Destes, foram confirmados apenas 37, outros 2.707 foram descartados e 333 ainda seguem em andamento, aguardando o resultado de exames laboratoriais.
Em 2019, até o momento foram registradas 128 notificações relacionadas à doença. Nenhum caso foi confirmado até agora, quatro foram descartados e outros 124 estão em andamento.
Dayane Albuquerque e Juliana Gonçalves/NCPML

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