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A Secretaria Municipal de Saúde divulgou, na manhã desta quinta-feira (26), os dados do 2º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. O Índice de Infestação Predial foi de 4,7%, que significa que em cada 100 imóveis vistoriados na cidade foram encontrados focos em mais de quatro.

O trabalho de campo foi realizado de 9 a 13 de abril, quando foram vistoriados 9.232 imóveis de 185 localidades da área urbana, incluindo residências, comércios e terrenos baldios. Atuaram, no levantamento, aproximadamente 200 agentes municipais de endemias e do Ministério da Saúde.

Embora o índice tenha sido menor do que o LIRAa anterior, que foi de 12,1%, o resultado ainda aponta situação de risco para uma um epidemia de dengue. Isso porque o Ministério da Saúde classifica que nos municípios com índice de infestação predial acima de 3,9% há risco de surto da doença. Abaixo de 1% é considerado satisfatório e entre 1% e 3,9% é considerado situação de alerta.

Os dados foram apresentados pelo secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, e sua equipe, durante o encontro do Comitê Gestor Ampliado contra a Dengue em Londrina, que reuniu representantes do poder público, da sociedade civil organizada e de instituições de ensino, na Associação Médica de Londrina.

O secretário avaliou que houve uma diminuição substancial do índice, em comparação com o anterior, contudo ainda é preciso manter as ações de combate à proliferação do mosquito. “Isso demonstra que as ações adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde, neste período, foram assertivas. Contamos com a participação da sociedade civil organizada e o envolvimento das pessoas e isso foi muito importante. Contudo, sabemos que o índice atual ainda coloca Londrina em uma situação de risco para uma possível epidemia”, disse.

Segundo Machado, por conta disso, a Secretaria de Saúde irá manter as ações descentralizadas, com os agentes de endemias, focando especialmente nas regiões que apresentaram maior infestação do mosquito. “Nosso objetivo é atravessarmos o ano de 2018 sem o risco de uma epidemia em nossa cidade, assim como ocorreu em 2017”, disse.

De acordo com  o levantamento, a região que apresentou o maior índice de infestação foi norte (5,65%), seguida pela sul (5,33%), centro (4,05%), oeste (3,81%) e leste (3,51%). A pesquisa também mostrou as localidades classificadas como “Top 10 de Infestação”, ou seja, que obtiveram os maiores índices em toda a região urbana de Londrina. São elas: Água das Pedras (50%); Royal Golf (23,08%); Bela Manhã (20%); Nossa Senhora Aparecida (17,39%); Heimtal (15,79%); Chácara São Miguel (15,38%); Jardim Europa (13,79%); Chácara Esperança (13,33%); Parigot de Souza (12,77%); Jardim Olímpico (12,50%).

O LIRAa apontou ainda que os principais criadouros foram encontrados em depósitos móveis como vasos, pratos e frascos com plantas, bebedouros de animais, e no lixo, como recipientes plásticos, garrafas e latas. Por isso a importância da conscientização da população quanto a prevenção.

O secretário Felippe Machado, salientou que é fundamental que os munícipes participem, de forma compartilhada com o poder público, das ações de combate. “É fundamental que a população mantenha a verificação de seus quintais pelo menos de duas a três vezes por semana, identifique possíveis criadouros, façam a remoção deles e não descarte o lixo de forma irregular, em terrenos baldios, pois só dessa forma nós conseguiremos atravessar o ano sem uma epidemia de dengue”, afirmou.

N.Com

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