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Aplicação de veneno com veículos de fumacê inicia nesta terça-feira (12), nas regiões sul e leste, as mais afetadas pela doença

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação de Controle de Endemias, iniciou, ontem (11), um trabalho de vistoria em imóveis da região sul. O objetivo é eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças, além de orientar a comunidade sobre o combate ao vetor. A atividade se estende até sexta-feira (15) e deve atingir cerca de 27 mil residências.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, que esteve acompanhando o trabalho pessoalmente, ressaltou que a região sul é a que mais preocupa em relação aos casos confirmados de dengue. Isso porque dos 44 registros positivos, 39 são desta região, todos do sorotipo 1. “Estão atuando na ação, 130 agentes de endemias. Durante as visitas, eles fazem a eliminação dos criadouros, dão orientações aos moradores sobre o combate ao vetor e aplicam larvicidas, quando necessário”, explicou.

O trabalho iniciou em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque das Indústrias e vai para os seguintes locais: Jardim União da Vitória; União da Vitória I, II e III; Santa Joana; Novo Perobal; São Lourenço; São Marcos; Campos Elísios; Saltinho; Parque das Indústrias; Ouro Branco; Piza; Roseira; Califórnia; San Fernando; Monte Belo; Conjunto Cafezal; Cafezal I e II; Alto do Cafezal e Acapulco.

A mesma ação foi realizada durante toda a semana passada na região leste, onde foram vistoriados 25 mil imóveis. A região leste computa três casos positivos de dengue, sendo dois do sorotipo 2, que é a doença no seu estágio mais agudo, que pode trazer complicações e levar a óbito. Segundo Machado, os agentes de endemias encontraram focos do mosquito em 80% dos imóveis visitados. “Os profissionais nos relataram terem tido dificuldades em adentrar nas casas, pois muitos moradores não autorizam a entrada e isso prejudica muito o contexto coletivo dos bloqueios e pode levar a região para um iminente risco”, advertiu.

O secretário de Saúde salientou que o poder público está fazendo a sua parte, mas disse ser fundamental a conscientização da população na luta contra o Aedes. “É necessário que as pessoas façam a vistoria dentro de suas casas e quintais, pelo menos duas vezes por semana, observando os lugares que podem acumular água, como recipientes, ralos, calhas, pneus, bebedouros de animais, pratos de plantas, entre outros, fazendo a eliminação dos criadouros. O governo do Estado vai nos auxiliar no combate, enviando veículos de fumacê, que mata o mosquito em fase adulta, mas o principal meio de controlar a doença é eliminando os criadouros”, apontou.

De acordo com Machado, os veículos de fumacê, que aplicam o inseticida Bendiocard devem chegar em Londrina ainda nesta terça-feira (12), para iniciar os trabalhos amanhã. A previsão é que as atividades comecem na região sul, seguindo para a leste e depois nas demais regiões de Londrina.

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é para que população abra as portas e janelas, durante o período em que o veneno estiver sendo aplicado. Também é importante cobrir gaiolas de pássaros e aquários, bem como recolher e armazenar o recipiente de ração e bebedouros de animais e lavá-los após a aplicação do inseticida. O mesmo deve ser feito com os alimentos, que devem ser cobertos ou mantidos em locais fechados.

Todas estas ações integram o Plano Emergencial de Enfrentamento e Contingência da Dengue, anunciado no dia 31 de janeiro, devido à iminência de uma epidemia de dengue na cidade. De uma semana para outra o número de casos confirmados subiu de 21 para 44, superando o número de pessoas infectadas durante todo o ano de 2018, quando foram registrados 43 casos positivos. A última epidemia de dengue em Londrina foi em 2016. Na ocasião 5.139 pessoas tiveram a doença, das quais 29 sofreram complicações e duas morreram.

Os registros também coadunam com o resultado do 1º Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019, divulgado no dia 22 de janeiro, o qual registrou que 7,9% dos imóveis vistoriados continham focos do mosquito, apontando também para o risco uma de epidemia de dengue.

O levantamento também concluiu que cerca de 80% dos criadouros encontrados estavam em depósitos móveis, como pratos e frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros, e também no lixo, com focos do Aedes em recipientes plásticos, garrafas e latas.

Dayane Albuquerque/NCPML

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