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A região de fronteira do Paraná com o Paraguai e Argentina receberá os investimentos da segunda fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Desenvolvido pelo Exército, o programa usa radares, sistemas de comunicação e veículos aéreos não tripulados para o monitoramento da fronteira. 

O anúncio foi feito nesta terça-feira (16), pelo comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, ao governador Beto Richa, em reunião realizada no Palácio Iguaçu, em Curitiba. O encontro teve a participação do comandante militar do Sul, general Antônio Mourão, e do comandante da 5ª Divisão do Exército, general Luiz Felipe Carbonell.

Beto Richa teve forte atuação para trazer a segunda etapa do programa ao Paraná. O governador participou de vários encontros com políticos e comandantes do Exército para defender a implantação do sistema de vigilância na fronteira no Estado. Em março deste ano, ele foi a Brasília defender o pleito junto ao ministro da Defesa, Jaques Wagner. 

“O Estado garante todo o apoio para viabilizar esse importante projeto, fundamental para o combate da criminalidade no Brasil”, afirmou Richa, no encontro com os comandantes nesta terça-feira. “O Paraná está localizado numa posição estratégica e precisa de um sistema de monitoramento avançado como esse, que fortalecerá as ações de combate ao crime na fronteira, que é a principal porta de entrada de drogas e de armas e contrabando no Brasil”, ressaltou Richa. 

POLICIAIS - O governador disse ao comandante do Exército que a implantação do sistema no Paraná será fundamental para complementar os investimentos em segurança realizados pelo governo estadual na fronteira. Além da contratação de 10 mil policiais e compra de 1500 viaturas, o Estado instalou o primeiro Batalhão de Fronteira da Polícia Militar, sediado em Marechal Cândido Rondon.

NTEGRAÇÃO – O comandante Villas Boas afirmou que para o sucesso do programa é essencial a parceria com o governo estadual e a iniciativa privada, já que todos os radares e sensores serão de indústrias nacionais. “O Exército tem também poder de polícia e responsabilidade de combater os crimes transnacionais. O Sisfron é um importante programa para conseguirmos em tempo real coibir atividades ilícitas, como tráfico de drogas e armas”, disse ele. 

QUATRO VEZES MAIS – O comandante explicou que a segunda etapa do programa deverá ter quatro vezes mais investimentos que o aplicado na primeira etapa, no Mato Grosso do Sul. O Brasil tem mais de 17 mil quilômetros de fronteira. “É preciso integração e trabalho em conjunto dos governos estaduais”, afirmou. 

PROGRAMA - A primeira fase do programa foi implantada em 2013 no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, na fronteira terrestre com Paraguai e Bolívia. O sistema é baseado em uma rede de sensores colocados sobre a linha de fronteira, interligada a sistemas de comando e controle, que, por sua vez, estão interligados às unidades operacionais com capacidade de dar resposta, em tempo real, aos problemas detectados.

O programa, que terá investimento de R$ 11,9 bilhões em dez anos, irá fortalecer a atuação do Exército garantindo mais infraestrutura no controle e combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas e armas na faixa de fronteira do Brasil.

Estão previstos R$ 5,9 bilhões em infraestrutura tecnológica, R$ 3 bilhões em infraestrutura de obras civis e R$ 3 bilhões para infraestrutura de apoio à atuação operacional em toda a fronteira terrestre nas regiões Norte, Centro Oeste e Sul.

Uma comitiva da Segurança Pública fará uma visita ao Mato Grosso do Sul para conhecer o projeto. O Paraná tem 19 municípios que fazem fronteira direta com o Paraguai e a Argentina, numa extensão territorial de 1,4 mil quilômetros, e outros 120 municípios na área de influência da fronteira.

Agência de Notícias PR

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