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Curitiba é a primeira cidade do Paraná a utilizar videomonitoramento, com central instalada em três ônibus (módulos móveis) para agir em áreas de venda e consumo de crack. As ações, com apoio dos novos equipamentos, serão feitas por policiais e guardas municipais capacitados. Cada módulo é composto também por um veículo leve e duas motocicletas.

A Polícia Militar e a prefeitura vão finalizar o levantamento das áreas mais críticas de uso de crack para que a nova estrutura comece a ser usada. “Em outubro, terminamos a capacitação de 400 profissionais da segurança pública, que vão atuar no programa. São policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e guardas municipais”, explica o coordenador estadual de Polícia Comunitária, coronel Heraldo Régis B. da Silva.

Os profissionais passaram por treinamento para uso de equipamentos não letais – pistolas de condutividade elétrica e sprays de pimenta – e receberam orientações sobre como usar, no dia a dia, a filosofia do policiamento comunitário. “O programa envolve três eixos: a da educação, com ações de prevenção nas escolas, para professores e alunos; a da saúde, com o tratamento clínico necessário; e a da autoridade policial, com ações preventivas e repressivas contra o tráfico de drogas e o apoio ao encaminhamento de usuários”, explica o coronel Heraldo.

Câmeras
 
De acordo com ele, a instalação de câmeras de alta definição nas áreas identificadas pela PM (equipamentos que já foram licitados) deve acontecer nas próximas semanas. São 20 câmeras para cada módulo móvel (60 ao total), com um total de três quilômetros quadrados de abrangência em cada área.

A estrutura marca a integração das forças de segurança estadual, municipal e federal no combate ao tráfico e consumo de crack. As imagens geradas pelas câmeras serão compartilhadas pelos policiais e guardas municipais que definirão a melhor ação a ser tomada.

Os módulos móveis fazem parte do programa federal “Crack, é possível vencer”, e foram passados pela Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp). O coronel Heraldo, que representa o Paraná junto à Senasp, ressalta que a ação em conjunto é imprescindível para o sucesso da iniciativa. “Só é possível a concretização do programa graças à parceria do Estado com os municípios, que também pactuaram com a União”, afirma.

Para o início de 2014, estão previstos outros sete módulos móveis, que devem ser distribuídos nos principais centros urbanos do interior do Estado.

A fiscalização, o controle e a coordenação do programa ficarão sob responsabilidade de um grupo gestor estadual, e de um em cada município, para alinhavar metas e objetivos propostos durante a execução do mesmo.

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