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Pelo terceiro ano consecutivo, o Paraná apresenta queda no índice de homicídios dolosos (aqueles crimes com intenção de matar) no período referente ao primeiro semestre. Foram 1.203 assassinatos de janeiro a junho deste ano, contra 1.321 no mesmo período de 2014, com redução de 9%, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, divulgado nesta terça-feira (15). 

Em 2013, o número ficou em 1.323 e no ano anterior em 1.578. Na comparação com o ano de 2010, a redução no índice chega a 33% em todo o Estado. As informações são da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria da Segurança Pública e integram o Relatório de Crimes Relativos a Mortes. 

CAPITAL - Das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) do Paraná, 14 apresentaram redução. Em Curitiba, onde se concentram quase 18% da população do Estado, a redução nos homicídios dolosos chegou a 28% - de 305 no primeiro semestre de 2014 para 219 neste ano. 

“Estamos num círculo virtuoso”, afirmou o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita. “É preciso manter um acompanhamento sério e em tempo real, monitorando os locais com maior incidência de crimes, os chamados hotspost, planejando estrategicamente e adaptando constantemente as ações, com base nos elementos disponíveis no momento. Dessa forma, estamos obtendo excelentes resultados no Paraná”, disse. 

“Trabalhamos ainda com muitas variáveis externas à segurança pública e que mudam de forma constante, mas que também interferem nos índices de homicídio”, complementou o secretário. São fatores que não dizem respeito diretamente à criminalidade, mas relacionados a fatores sociais e questões. Ele ressalta, ainda, que para reforçar o trabalho nas ruas das unidades policiais locais, nos últimos meses foi definida uma mudança nas escalas dos grupos especializados das polícias Civil e Militar, aumentando o efetivo no patrulhamento em horários e locais identificados pela análise criminal. 

INTERIOR – Além de Curitiba, a tendência de queda se refletiu em outros grandes centros urbanos do Estado, como nas regiões de Londrina (-37%), Guarapuava (-34%), Ponta Grossa (-17%), Maringá (-16%), e Foz do Iguaçu (-16%). 

Em outras oito Áreas Integradas de Segurança Pública houve acréscimo, como na Região Metropolitana de Curitiba (12,6%) e no Litoral do Estado (41%). A região de Jacarezinho (23ª Aisp) manteve estabilidade entre os primeiros semestres de 2014 e 2015, com 13 homicídios em cada período. 

“As polícias vão intensificar o trabalho nos locais necessários e já estamos tendo conversa com as unidades policiais locais para tomar medidas buscando sempre a redução do crime”, explica o secretário da Segurança Pública. 

PARANÁ SEGURO - No âmbito da Polícia Civil, o delegado-geral, Júlio Reis, destacou o pleno trabalho no interior, que foi aprimorado nos últimos anos, com a instalação de três delegacias estratégicas de homicídios, em Maringá, Londrina e Cascavel. “Essa redução é importante e vem se consolidando. Desde o lançamento, pelo governador Beto Richa, do programa Paraná Seguro, em 2011, houve essa preocupação com o estabelecimento de metas de redução, que é um processo contínuo”, disse ele. 

ANÁLISE QUALITATIVA- O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Maurício Tortato, ressaltou a análise qualitativa do crime de homicídio para nortear operações policiais, além da troca de informações entre as equipes. “Temos uma verdadeira integração com o Departamento de Polícia Civil, em todo o Estado, e com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Curitiba, que nos têm gerado experiências muito gratificantes. O compromisso é com essa causa pública, sob as orientações macro da política de segurança pública estabelecida pelo Governo do Estado”, afirmou. 

AEN

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