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Renata Spallicci, musa da Bateria da Acadêmicos do Tatuapé,  afirma que é preciso mais do que uma fantasia cara, e demonstrar amor pela agremiação e samba no pé

Neste período de carnaval, é comum ouvirmos falar de fantasias elaboradas, com muito brilho, pedras, penas e apetrechos, e consequentemente valores astronômicos associados a elas. A cada ano os ateliês capricham mais e mais para que suas musas desfilem deslumbrantes na avenida. Mas seria isso fator determinante para a pontuação e sagração da Escola como campeã?

A musa da bateria escola bicampeã do carnaval paulista, Acadêmicos do Tatuapé, Renata Spallicci, tem uma opinião bastante clara sobre o tema: “fantasia cara não faz a escola ganhar. O que traz o título de campeã é a entrega, o suor, a verdade estampa no rosto, no corpo e no samba no pé de todos os que compõe a Escola, e que trabalham duro um ano inteiro para brilhar na Avenida e representar a agremiação de coração”.

Perguntada sobre o valor investido na fantasia, Renata opta pela discrição e dispara: “isso eu digo a todas as musas, que nós precisamos ser mais do que uma roupa, mais do que uma etiqueta de preço estampado nela. Opto pela discrição”.

 “Bravos Guerreiros. Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós” é o enredo da Acadêmicos do Tatuapé, e isto para Renata tem um significado especial: “carnaval não é apenas brilho e glamour, é principalmente a raça da comunidade guerreira, que ao som do samba de enredo e na batida da bateria, a qual eu orgulhosamente sou musa, fazem deste o maior espetáculo da Terra”.

Hebert Neri/MF Press Global

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