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Mobilização no Dia Internacional de Luta das Mulheres será simultânea em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú.

Fim da violência doméstica e do feminicídio, igualdade salarial, trabalho decente, direito trabalhista e aposentadoria. Essas são as principais reivindicações da Marcha do Dia Internacional de Luta das Mulheres, que acontecerá na próxima sexta-feira, 8, em Foz do Iguaçu, organizada por cerca de 30 coletivos e entidades iguaçuenses. 

A concentração para o movimento será a partir das 18h no Zoológico Bosque Guarani. A marcha sairá às 19h, percorrendo as avenidas centrais até a Praça da Paz, onde haverá um ato público. A marcha pelo Dia Internacional das Mulheres ocorrerá simultaneamente em Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina).

A mobilização tem o lema “Pela vida das mulheres, somos todas Marielle!”, em referência ao assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro (RJ). A frase remete à trajetória de mulheres que enfrentam a injustiça e a opressão.  O atentado contra a parlamentar carioca completa um ano neste mês de março, sem que o crime tenha sido desvendado pelas autoridades; e seus responsáveis, identificados e punidos.

Para Kiara Heck, uma das organizadoras da Marcha das Mulheres em Foz do Iguaçu, a mobilização da sociedade contribui para promover a visibilidade das causas defendidas pelas mulheres e a conscientização das pessoas. Kiara é coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que oferece acompanhamento psicológico, social e jurídico, além de orientação às mulheres em situação de violência.

“Movimentos de mobilização coletiva são importantes para causar impacto social, especialmente na promoção de um pensamento que promova a equidade de gênero e a prevenção da violência contra a mulher”, enfatizou Kiara Heck. “O objetivo é apresentar à sociedade um pouco da luta do cotidiano e as pautas voltadas ao direito da mulher."

8 de março nas Três Fronteiras

Conforme a professora Angela Moreira, da Secretaria de Mulheres da APP-Sindicato/Foz, além da união de coletivos e entidades iguaçuenses, o Dia Internacional de Luta das Mulheres acontecerá de forma unificada nas Três Fronteiras. A ideia é fortalecer as bandeiras e pautas, mantendo a centralidade do movimento na luta contra a violência de gênero.

“Estamos unidas nos três países por pautas gerais e específicas, mas todas pelo fim da violência contra a mulher”, destacou Angela. “A violência doméstica tem aumentado. Ao rememorarmos a covarde execução da vereadora Marielle Franco, lembramos todas as mulheres de luta silenciadas por denunciar um modelo de sociedade que explora, submete, oprime, violenta e assassina as mulheres”, concluiu.

Violência contra a mulher

O informativo de divulgação da mobilização do dia 8 de março apresenta dados alarmantes da violência contra a mulher. Em Foz do Iguaçu, ocorreram em média 12 casos de agressão física a mulheres por dia no ano de 2018. Na maioria dos casos, o agressor é conhecido, e a violência acontece em casa.

No Brasil, dados oficiais demonstram que 500 mulheres são agredidas por hora. Uma mulher é morta a cada duas horas, e são 164 estupros diários, sem contar que grande parte dos casos não é denunciada ou relatada. As violências domésticas, aponta o panfleto, são físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais.

Pautas

Entre as pautas defendidas durante a Marcha das Mulheres, estão o fim da violência contra a mulher, a igualdade salarial e as condições dignas de trabalho com a revogação da reforma trabalhista em vigor desde 2018. O movimento é contra a reforma da Previdência e defende a educação pública, gratuita e de qualidade.

Asimp/ CRAM

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