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Cerca de 80% dos proprietários rurais já autorizaram o aproveitamento da faixa de domínio na testada de suas terras

A rodovia PR-454, no passado conhecida como Estrada Venda 200 e que por décadas foi a principal ligação com Astorga, podendo levar ainda ao norte do Paraná e sul de São Paulo, será transformada em caminho turístico, com áreas de mata, recanto de pássaros, pontos de venda de produtos da agroindústria regional, áreas de convivência, pista de caminhada, ciclovia, instituições religiosas e até um castelo em estilo medieval.

A criação do caminho turístico é resultado da união do governo do Paraná, por meio da Paraná Projetos e Departamento de Estradas de Rodagem (DER), com o Centro Universitário de Maringá (Unicesumar), prefeitura e apoio do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau. Instituições como Emater, Rede de Turismo Regional (Retur) e proprietários de terras às margens da estrada também estão envolvidos no projeto.

O projeto conceitual da estrada foi apresentado quarta-feira durante uma Oficina de Turismo Criativo na histórica Venda 200, pelo representante da governadora Cida Borghetti, o superintendente da Paraná Projetos, Cylleneo Pessoa Pereira Junior.

Segundo ele, a criação do roteiro turístico, que deverá levar o nome de Estrada Vale do Pirapó, está se tornando realidade graças ao empenho do reitor do Unicesumar, Wilson Matos, que insistiu junto ao governo do Estado e convenceu os proprietários de sítios e fazendas às margens da rodovia a liberaram a faixa de domínio.

“Quando a governadora Cida Borghetti viu o projeto, ela gostou e levou em conta que Maringá merece este incremento na área de turismo”, disse. “Ela não vai medir esforços para que a Estrada Vale do Pirapó seja uma realidade”.

Recontando a história

O Convention Bureau, que apoia a criação do caminho turístico, esteve representado por alguns de seus diretores. O vice-presidente de Entretenimento e Lazer do Convention, João Vitor Mazzer, destacou que a criação do caminho turístico será uma forma de Maringá recontar sua história.

“A estrada velha para Astorga já foi um dos mais importantes acessos de Maringá, por ela chegaram muitas das famílias que ajudaram a construir a cidade e cidades da região, aqui existiu uma das primeiras e prósperas comunidades rurais”, disse Mazzer. “Estas histórias não podem ser perdidas ou esquecidas e a transformação da PR-454 em estrada turística será reavivar a estrada e trazer a história para que as novas gerações saibam um pouco do passado de nossa cidade”.

Também o vice-presidente para Assuntos de Empreendedorismo e Captação de Recursos, Cláudio Crepaldi, citou que a criação de um corredor turístico vai impactar a economia local, já que muitas famílias terão oportunidade de trabalho, tanto atendendo os turistas quanto vendendo produtos. “Um local bonito como será a estrada vai atrair visitantes de outras regiões e dar a Maringá mais uma atração”, disse.

A estrada renasce

A família Poletto vive na PR-454 há mais de 60 anos e desde o início da década de 1960 é proprietária da histórica Venda 200, construída em 1951. “Aqui já foi uma comunidade forte, com centenas de famílias na época da cafeicultura, mas ultimamente pouca gente vive às margens da estrada”, lembra Carolina Poletto. “Com este projeto a vida voltará a esta estrada, muita gente vai trabalhar, ganhar o dinheiro que gastará no comércio maringaense”.

O reitor do Unicesumar, Wilson Matos, é o maior entusiasta da estrada turística. “Temos uma estrada em uma região bonita, cheia de histórias e próxima da área urbana. O que temos a fazer é só aproveitar o que já temos”, argumenta.

Matos gestionou junto ao governo do Estado, prefeitura e outros órgãos para fazer andar um projeto que foi iniciado há quase 10 anos. Por sua insistência, o governo determinou que a Paraná Projetos fizesse os levantamentos necessários, envolvesse outros órgãos e criasse os projetos conceitual e arquitetônico.

Matos tem motivos de sobra para lutar pela estrada. A fazenda experimental do Unicesumar fica na PR-454, tem como vizinha um castelo que por si só já é um atração turística e ele se propõe a criar por conta própria alguns atrativos, como o recanto dos pássaros em uma parte dos 90 alqueires de mata de sua propriedade. Ele tem também vários animais, como lhamas, cervos, mini-horses e em breve terá zebras e outros bichos, e diz que quer deixa-los à visitação pública.

“A indústria do turismo é uma indústria que a gente não vê, mas é uma das que mais trazem dinheiro para a cidade”, diz o reitor do Unicesumar. “Com a vantagem de não provocar nenhum tipo de prejuízo ao meio ambiente”.

Luiz De Carvalho/Asimp

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