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Intenção é que as empresas possam usufruir das estruturas já existentes no Arthur Thomas e no Daisaku Ikeda para explorar novas oportunidades de negócio

A Secretaria Municipal do Ambiente (SEMA) está buscando empresas interessadas em explorar as instalações dos parques municipais. Entre as atividades que podem ser realizadas estão aquelas voltadas à visitação com foco na educação ambiental, preservação e conservação do meio ambiente, turismo ecológico e recreação em contato com a natureza, além da geração de energia elétrica, por meio do aproveitamento do potencial hidráulico dos rios Cambezinho e Três Bocas.

A exploração de novos negócios em potencial está sendo possível graças à instituição de um Grupo de Trabalho, que elaborará o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), visando à chamada pública de empresas interessadas em explorar as atividades nestes locais. Segundo o secretário municipal do Ambiente, José Roberto Behrend, a intenção é que as empresas possam usufruir da infraestrutura existente no Parque Municipal Arthur Thomas e no Parque Ecológico Dr. Daisaku Ikeda, visto que neles há a estrutura das duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).

“Fizemos a primeira reunião do grupo de trabalho, instituído pelo prefeito Marcelo Belinati, para definir o modelo de exploração dos serviços nos parques municipais. Ao longo do tempo, já atendemos interessados na exploração de energia e de outros atrativos, como pedalinho e tirolesa, mas precisamos estabelecer se será um serviço feito isoladamente ou em um único pacote e os trâmites legais para montarmos o edital. Nossa intenção é publicarmos essas informações ainda esse mês”, explicou o secretário.

No edital de chamamento público estarão disponíveis todas as informações para a apresentação de estudos, levantamentos e projetos que balizarão o modelo de exploração dos serviços das áreas, assim como as datas e locais de protocolo, e os documentos necessários. Dessa maneira, as associações e os empresários interessados em explorar as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e os demais pontos turísticos e recreativos devem se atentar às informações repassadas pela SEMA nas próximas semanas.

Sobre as usinas de Londrina

O início da história de preservação ambiental dos parques municipais está atrelado às Pequenas Centrais Hidrelétricas de Londrina (PCH). No momento, ambas estão desativadas. Caso voltem a funcionar, com a parceria público privada, elas ajudarão no resgate histórico dos parques, enquanto unidades de conservação. Isso porque, a primeira hidrelétrica de Londrina foi a instalada e inaugurada no Ribeirão Cambé ou Cambezinho, em 8 de fevereiro de 1939, dentro do Parque Arthur Thomas.

Ela foi construída pelos engenheiros Gastão de Mesquita Filho e André Kotchetkoff, que aproveitaram a queda da água de 50 metros do Ribeirão Cambé para gerar energia durante 28 anos. Nessa época, a energia gerada ali conseguia abastecer metade do Município de Londrina. A segunda hidrelétrica de Londrina foi instalada no Ribeirão Três Bocas, por isso ficou conhecida como antiga Usina Três Bocas. Implantada em 1943 pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica (COPEL), a usina foi desativada em 1983. As estruturas dessa Pequena Central Hidrelétrica

Além dos interessados na geração de energia, outros ramos de serviços poderão ser explorados nos parques, como por empresas que trabalham com o ramo alimentício, atrativos turísticos e atividades de lazer e de revitalização. Os contratos serão por serviços, não se tratando de privatizações.

NCPML

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