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Turismo 12/12/2012  09h13

Show Cabaré Batom

"Todos os dias aparece alguém novo na música brasileira. Nesse show é possível presenciar o aparecimento raro de uma fabulosa interprete que só se parece com ela mesma. Simone Mazzer é o novo que vai ficar para sempre", Ronaldo Bastos.

"Sou um móbile solto no furacão / Qualquer calmaria me dá... solidão", autodefine-se Simone Mazzer, através de verso de Um Móbile no Furacão (Paulinho Moska), música que abre o show da cantora e atriz londrinense radicada no Rio de Janeiro (RJ), há 14 anos.

Por conta da teatralidade exercitada no teatro, Mazzer se porta em cena como um furacão que arrasta para si todas as atenções da plateia ao longo das 14 músicas que formam o roteiro do seu cabaré de espírito independente.

Longe da calmaria que pauta as interpretações das cantoras de tom cool, dominantes na atual cena brasileira, Mazzer é intérprete quente, enérgica. Aliadas à presença cênica e à voz grave da artista, a personalidade que norteia as escolhas e as abordagens de repertório, que vai de Rita Lee a Assis Valente.

O show é impactante e faz Mazzer se impor e fazer diferença com seu canto emblemático.

Mérito a ser dividido com o trio formado por André Bedurê (contrabaixo), Eduardo Rorato (bateria) e Marco Antonio Scolari (piano).

Os arranjos intensos e arrojados reforçam a assinatura pessoal e intransferível da cantora na interpretação de temas como Hyper Ballad (Björk, Nellee Hooper e Marius De Vries).

Uma assinatura que possibilita a Mazzer cair num dos melhores sambas da lavra de Jair Oliveira, Tiro Onda (Pra Onda Não me Tirar), sem sair do tom independente do show e sem perder sua unidade estilística.

A teatralidade das interpretações da cantora atinge ponto culminante em Parece Que Bebe (Itamar Assumpção), destaque de bloco que agrega músicas de compositores que nasceram e/ou viveram em Londrina, cidade natal da artista.

É quando aparecem Mente, Mente (Robinson Borba) e Férias e Videotape, parceria de Mazzer com Silvio Ribeiro e Elton Mello.

Este bloco reitera a personalidade da intérprete em temas como a bluesy Estrela Blue (Maurício Arruda Mendonça), Dei Um Beijo na Boca do Medo (Bernardo Pellegrini) e Essa Mulher (Bernardo Pellegrini).

Fora do território paranaense, Mazzer ambienta Noites (Andreia Dias) em clima de cabaré e dilui a ginga do samba Camisa Listrada (Assis Valente) para realçar o drama da mulher que vê seu querido sair por aí, livre e solto, no Carnaval.

 Na sequência, uma interpretação de Black Is Beautiful (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle) sinaliza que o canto de Mazzer é grandioso mesmo quando abdica da natural teatralidade da intérprete.

O repertório não deixa dúvidas sobre a força do canto quente e teatral de Simone Mazzer que arremata o show em clima dançante com sucesso recente do grupo norte-americano Gossip, Heavy Cross (Beth Ditto, Brace Paine e Hannah Billie), e com um dos mais sedutores rocks da fase de Rita Lee com o Tutti & Frutti, Dançar Pra Não Dançar (Rita Lee).

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