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Junho me ensinou que parar não é desistir

V
Por Enrico Pierro

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Entre o frio, os ciclos da natureza e a necessidade de descanso, junho nos convida a entender que parar por um momento pode ser a melhor forma de continuar seguindo em frente.

Junho é o mês mais honesto do ano. ele não promete nada. não vem com resolução de ano novo nem com aquela energia artificial de recomeço. ele só chega, faz frio, e diz: pare um pouco.

E a gente resiste. porque parar parece errado. parece preguiça, parece fraqueza, parece que você está ficando para trás enquanto o mundo continua girando sem você.

Mas o inverno existe por uma razão. a natureza para. as árvores param. os bichos param. e ninguém chama isso de desistência. chama de ciclo. chama de necessidade. chama de preparação para o que vem depois.

A gente é a única espécie que se culpa por precisar descansar.

Junho me ensinou, e continua ensinando porque eu sou teimoso, que tem uma diferença enorme entre parar e desistir. desistir é largar. parar é respirar. desistir é virar as costas. parar é olhar com mais calma para onde você está indo.

Às vezes a melhor coisa que você pode fazer pelo seu caminho é sair dele por um instante. sentar na beira da estrada, tomar um café quente, olhar o horizonte e lembrar por que você começou.

Junho vai passar. o frio vai embora. mas o que você aprendeu enquanto estava parado, isso fica.

Enrico Pierro - [email protected]  - @enricopierroofc

* Os textos (artigos) aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do GRUcom -  Grupo União de Comunicação (Jornal União/Portal www.jornaluniao.com.br/Rádio e TV Jornal UniãoWeb).

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