A circulação de vírus respiratórios segue intensa em Londrina, segundo boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Os dados mais recentes mostram que rinovírus, influenza A e B e o vírus sincicial respiratório (VSR) continuam entre os agentes com maior incidência no município, cenário que tem contribuído para o aumento de internações por doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos.
De acordo com o levantamento, entre os dias 24 e 30 de maio foram registradas 71 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Do total, 42 ocorreram em crianças de até 12 anos e 29 em adultos.
O boletim também informa que Londrina contabiliza 18 óbitos relacionados à SRAG até o momento. Dois casos tiveram confirmação para influenza, outros dois para vírus sincicial respiratório e 14 permanecem sem identificação do vírus causador.
Crianças e idosos exigem maior atenção
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, destacou que o município mantém monitoramento constante do cenário epidemiológico e alertou para os riscos associados às síndromes respiratórias.
Segundo ela, além da influenza e do vírus sincicial respiratório, também foram registrados casos de metapneumovírus e adenovírus. A combinação desses agentes tem provocado aumento na procura por atendimento médico e nas internações hospitalares.
“As síndromes respiratórias podem evoluir para quadros graves, exigindo hospitalização e, em alguns casos, suporte intensivo”, ressaltou.
Os grupos considerados mais vulneráveis incluem crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Cobertura vacinal está longe da meta
Mesmo com a disponibilidade de doses nas unidades de saúde, a vacinação contra a gripe continua abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde para os grupos prioritários.
Dados atualizados até segunda-feira (9) mostram cobertura de 52,74% entre idosos, 99,85% entre gestantes e apenas 28,80% entre crianças. Considerando os três públicos prioritários, o índice geral de vacinação está em 48,85%.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a imunização é uma das principais estratégias para reduzir complicações, internações e mortes causadas pelos vírus respiratórios.
Cuidados ajudam a reduzir transmissão
Diante da manutenção da circulação viral, as autoridades de saúde orientam a população a adotar medidas preventivas, especialmente durante o período de temperaturas mais baixas.
Entre as recomendações estão a higienização frequente das mãos, evitar ambientes fechados e com aglomerações, utilizar máscara ao apresentar sintomas respiratórios e evitar contato próximo com pessoas mais vulneráveis.
A SMS também reforça a importância de manter o calendário vacinal atualizado.
Onde buscar atendimento
Pessoas com sintomas gripais devem procurar inicialmente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os prontos-atendimentos e UPAs são indicados para situações de urgência e emergência.
No caso de crianças, o atendimento pode ser realizado nas UBSs, no Pronto Atendimento Infantil (PAI) e no PA Leonor, que oferece atendimento pediátrico pela Rede Carinho diariamente, das 7h à 1h da madrugada.
Além disso, crianças menores de 12 anos sem sinais de gravidade podem ser levadas diretamente às UBSs do Maria Cecília, na zona norte, e do Ouro Branco, na região sul, unidades que tiveram o atendimento pediátrico ampliado recentemente.
A Secretaria de Saúde continuará divulgando boletins semanais para acompanhar a evolução dos casos e orientar a população sobre o cenário das doenças respiratórias em Londrina.