O Brasil projeta uma safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026, com estimativa de colheita de 347,4 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
O volume previsto representa um avanço de 0,4% em relação ao total obtido em 2025, que somou 346,1 milhões de toneladas. Apesar da ligeira alta no comparativo anual, a projeção de junho ficou 0,8% abaixo da estimativa realizada pelo instituto em maio, uma redução de 3 milhões de toneladas, influenciada por ajustes nos números do milho de segunda safra e do trigo.
Destaques da Safra
A soja continua sendo o principal motor da produção agrícola nacional. A estimativa atual indica a colheita de 174,8 milhões de toneladas, um patamar recorde para a série histórica, representando um crescimento de 5,3% frente ao resultado do ano anterior.
Em contrapartida, o milho apresentou recuo, com estimativa total de 136,5 milhões de toneladas — uma redução de 3,7% na comparação com 2025. O arroz, o milho e a soja, juntos, concentram 92,8% da produção nacional estimada.
No recorte regional, o Mato Grosso lidera o ranking nacional com 31,3% de participação. O Paraná consolidou-se como o segundo maior produtor do país, respondendo por 13,7% da safra brasileira.
Incentivos à Sustentabilidade
O cenário para os produtores rurais conta com novas diretrizes de financiamento para a safra 2026/2027. O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a redução de taxas de juros para projetos focados em sustentabilidade, como agricultura de baixo carbono, energia renovável e ampliação de capacidade de armazenagem.
As novas condições, aplicáveis aos fundos regionais (FNO, FNE e FCO), buscam incentivar práticas produtivas mais eficientes e sustentáveis, vigentes entre 15 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027.