Política

Câmara de Londrina rejeita cassação e mantém mandato da vereadora Anne Ada

Votação teve 11 votos favoráveis à cassação, mas não atingiu os 13 necessários; processo foi arquivado e vereadora segue no cargo.

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Por Da Redação
Câmara de Londrina rejeita cassação e mantém mandato da vereadora Anne Ada
Foto: Fernando Cremonez/Divulgação CML

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A Câmara Municipal de Londrina Câmara Municipal de Londrina decidiu manter o mandato da vereadora Anne Ada após sessão de julgamento realizada na quinta-feira (26), que analisou denúncia relacionada a supostas irregularidades no uso da estrutura do gabinete parlamentar.

A acusação apontava que assessores nomeados pela parlamentar teriam atuado em causas de natureza particular, o que poderia configurar violação ao Código de Ética do Legislativo. A Comissão Processante responsável pela apuração concluiu pela existência de desvio de finalidade no uso de cargos comissionados.

Votação no plenário

Durante a sessão, 11 vereadores votaram a favor da cassação, 6 foram contrários e houve 1 abstenção. No entanto, o regimento interno da Câmara exige pelo menos 13 votos para a perda de mandato, o que não foi alcançado. Com isso, o processo foi arquivado.

A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, vereador Emanoel (Republicanos), que apresentou o rito do julgamento e garantiu espaço para manifestações dos parlamentares e defesa da vereadora.

Acusações e apuração

Segundo o relatório da Comissão Processante, houve indícios de que assessores do gabinete teriam atuado como advogados em processos pessoais da vereadora durante o período em que ocupavam cargos na Câmara.

A comissão apontou possíveis irregularidades no uso da estrutura pública, incluindo coincidência entre nomeações, exonerações e atos processuais relacionados à defesa da parlamentar em ações judiciais.

O relatório também indicou que a conduta poderia se enquadrar como abuso de prerrogativas do cargo e recebimento de vantagens indevidas, conforme o Código de Ética do Legislativo municipal.

Defesa da vereadora

A defesa de Anne Ada contestou as acusações e afirmou que não houve comprovação de vantagem indevida ou de qualquer condicionamento entre nomeação de assessores e prestação de serviços jurídicos.

O advogado da parlamentar sustentou que os profissionais envolvidos negaram ter sido pressionados ou condicionados a atuar em causas particulares em razão dos cargos ocupados na Câmara.

Também foi argumentado que os serviços jurídicos teriam sido prestados mediante contratos formais, o que afastaria a hipótese de gratuidade ou irregularidade.

Posicionamentos na sessão

Durante o julgamento, parlamentares divergiram sobre a interpretação do caso e a aplicação da pena de cassação.

Vereadores favoráveis ao afastamento defenderam que o uso de estrutura pública para fins particulares compromete a ética e a confiança no mandato. Já os contrários à cassação avaliaram que não houve comprovação suficiente para a penalidade máxima prevista.

O presidente da Câmara destacou, ao final, que não identificou dano direto ao erário como elemento decisivo para sua posição.

Resultado final

Com o resultado da votação, a vereadora Anne Ada segue no exercício do mandato na Câmara de Londrina. O processo foi encerrado após não atingir o número mínimo de votos exigido para cassação.

Com informação da CML

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