Saúde Pública

Casos de dengue se mantêm estáveis em Londrina com chegada do inverno

Boletim da Saúde aponta apenas sete novas confirmações em duas semanas; pesquisa com mosquitos capturados na cidade não identificou circulação dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

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Por Da Redação
Casos de dengue se mantêm estáveis em Londrina com chegada do inverno
Edilson João, servidor da SMS no Centrolab. Foto: Rakelly Calliari / NCom

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A chegada do inverno e a redução das temperaturas têm contribuído para frear o avanço da dengue em Londrina. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram estabilidade no número de casos confirmados da doença e redução das notificações que ainda aguardam análise laboratorial.

Segundo o boletim epidemiológico mais recente, divulgado em 23 de junho, o município contabiliza 9.888 notificações de dengue desde o início do ano. Deste total, 1.260 casos foram confirmados, 7.730 descartados, 898 permanecem em investigação e houve o registro de um óbito.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 9 de junho, o aumento foi de apenas sete casos confirmados. O número de notificações em análise também apresentou queda, passando de 1.039 para 898 registros.

De acordo com a Vigilância Ambiental, a redução da circulação viral está associada tanto às condições climáticas quanto às ações permanentes de combate ao mosquito Aedes aegypti realizadas em diferentes regiões da cidade. As equipes seguem executando bloqueios de transmissão, aplicação de inseticidas e eliminação de criadouros em imóveis com suspeitas da doença.

Estudo não encontra arbovírus em mosquitos coletados

Outro dado que reforça o cenário de controle da dengue veio de uma pesquisa realizada em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O estudo utilizou o chamado Aspirador De Nasci para capturar mosquitos adultos em bairros que registraram casos confirmados durante o verão. As amostras foram encaminhadas para análise laboratorial em Curitiba, por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Os exames buscaram identificar a presença dos vírus da dengue, zika e chikungunya nos insetos coletados. O resultado apontou que nenhuma das amostras apresentou detecção dos arbovírus pesquisados.

Segundo a Vigilância Ambiental, o levantamento pode indicar que parte das pessoas diagnosticadas tenha sido infectada em locais diferentes daqueles onde residem, como ambientes de trabalho, estudo ou outros pontos de circulação diária.

Monitoramento continua

Mesmo com a queda dos casos, a rede municipal de saúde mantém o monitoramento dos pacientes com suspeita da doença. Nas unidades de pronto atendimento, os pacientes realizam inicialmente o teste rápido para dengue.

Quando o resultado é negativo, mas a suspeita clínica permanece, as amostras seguem para análise complementar no Laboratório Central do Município e posteriormente no laboratório do Hospital Universitário, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde. O prazo médio para liberação dos resultados é de até sete dias após a coleta.

Prevenção segue sendo fundamental

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o combate à dengue deve continuar durante os meses mais frios. A recomendação é eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouros para o Aedes aegypti, evitando a proliferação do mosquito antes da chegada das estações mais quentes.

Moradores que identificarem possíveis focos do mosquito podem solicitar vistoria dos agentes de endemias pelo Disque-Dengue, no telefone 0800 400 1893, ou registrar denúncias pelos canais digitais disponibilizados pela Prefeitura.

A expectativa das autoridades de saúde é que a manutenção dessas medidas contribua para evitar um novo aumento de casos nos próximos períodos de maior incidência da doença.

Com informação do NCPML

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