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Perícia médica do INSS: o que não fazer e como se portar

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Por Redação
Atualizado: 09/06/2026 às 17h32
Perícia médica do INSS: o que não fazer e como se portar

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A perícia médica do INSS é uma das etapas mais importantes para quem busca auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por incapacidade permanente, auxílio-acidente ou até benefícios ligados à redução da capacidade para o trabalho. Mesmo assim, muita gente chega à perícia sem saber como agir.

O primeiro erro é achar que a perícia serve apenas para mostrar exames. Não serve. O perito analisa documentos, mas também observa a coerência entre o que a pessoa relata e o que demonstra fisicamente. A avaliação médico-pericial considera anamnese, exame físico e exames complementares.

Outro ponto importante é que nem sempre o perito conduz a consulta de forma acolhedora. Há perícias em que o médico pergunta pouco, é frio e quase não dá espaço para o segurado falar. Mesmo assim, a pessoa precisa complementar as respostas. Se ele perguntar qual é a doença, não basta responder “hérnia de disco” ou “fibromialgia”. É preciso explicar o efeito dessa doença no trabalho e na rotina. Por exemplo: “tenho hérnia de disco e isso me impede de dirigir por muito tempo, porque sinto dor lombar forte, travamento e formigamento na perna”.

Isso vale para qualquer profissão. O perito precisa entender o que a pessoa consegue fazer, o que não consegue mais fazer e por que existe limitação. Quem responde apenas com o nome da doença ou fala de forma muito curta corre o risco de sair sem ter mostrado o problema real.

Também é comum a pessoa ficar nervosa e esquecer de falar coisas importantes. Outras tentam parecer fortes demais. Algumas exageram. Nenhum desses extremos ajuda. O certo é mostrar a realidade com clareza. Se não consegue ficar muito tempo em pé, diga. Se precisa parar várias vezes no dia, diga. Se consegue trabalhar, mas com muita dor, menos força ou menor rendimento, diga.

Outro detalhe que muita gente não percebe é que o perito observa pequenos movimentos. A forma de caminhar, sentar, levantar, tirar a blusa, colocar a blusa, subir e descer da maca, abaixar, mexer braços e pernas, tudo pode ser considerado. Até perguntas aparentemente simples, como “veio como para a perícia?”, podem ajudar o perito a entender mobilidade, autonomia e coerência do relato.

Por isso, é importante agir com naturalidade e cuidado. Evite carregar bolsas pesadas ou fazer movimentos que contrariem as limitações que você está relatando. O exame pericial precisa ser presencial, com exame físico direto, e a decisão deve ser fundamentada tecnicamente.

A perícia médica não é uma conversa informal. É uma avaliação técnica da capacidade de trabalho. Chegar preparado, com documentos e com clareza sobre suas limitações, faz diferença.

Renata Brandão Canella, Advogada - Londrina - Paraná  - www.brandaocanella.adv.br

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