Saúde Pública

Violência contra médicos dispara no Paraná e campanha leva alerta para ruas de seis cidades

Estado já soma 217 denúncias de agressões, assédios e intimidações contra profissionais da saúde desde 2023; Londrina está entre os municípios que receberão outdoors da campanha.

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Por Da Redação
Atualizado: 13/06/2026 às 13h53
Violência contra médicos dispara no Paraná e campanha leva alerta para ruas de seis cidades

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A violência contra médicos tem se tornado uma preocupação crescente no Paraná. Dados divulgados pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) apontam que o Estado registrou 217 denúncias de agressões, assédios e intimidações contra profissionais da categoria entre outubro de 2023 e o início de junho de 2026. Diante desse cenário, o órgão lança uma nova etapa de sua campanha de conscientização, com a instalação de outdoors em seis cidades paranaenses, incluindo Londrina.

A partir da próxima segunda-feira (15), 25 painéis serão exibidos em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava e Foz do Iguaçu. A iniciativa busca chamar a atenção da população para a importância do respeito aos profissionais da Medicina e para a necessidade de denunciar episódios de violência ocorridos nos ambientes de atendimento à saúde.

Segundo o CRM-PR, os médicos generalistas estão entre os profissionais mais expostos às situações de conflito por atuarem diretamente em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), ambulatórios, prontos-socorros e hospitais.

Casos aumentaram nos últimos anos

Os números mostram uma evolução significativa dos registros nos últimos anos. Em 2023, foi contabilizada apenas uma denúncia. Em 2024, o total chegou a 27 ocorrências. Já em 2025, houve um salto para 132 casos.

Somente nos primeiros meses de 2026, o Conselho já recebeu 57 notificações, o equivalente a uma denúncia a cada três dias.

As agressões verbais lideram os registros, com 87 ocorrências, seguidas pelo assédio moral, que soma 71 casos. Também foram relatadas agressões psicológicas, físicas, ameaças, perseguições, abuso de poder, assédio sexual e danos materiais.

Outro dado que preocupa é a subnotificação. Apenas 25% dos profissionais que comunicaram episódios ao CRM-PR informaram ter registrado boletim de ocorrência junto às autoridades policiais.

Paraná está entre os estados com mais ocorrências

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) colocam o Paraná como o segundo estado brasileiro com maior número de agressões contra médicos.

Levantamento da Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos do CRM-PR mostra ainda que cerca de 80% das denúncias registradas no Estado ocorreram em instituições públicas de saúde, locais onde atua grande parte dos médicos generalistas.

Para o Conselho, o combate à violência nos serviços de saúde exige a participação da sociedade, dos gestores públicos e das autoridades de segurança, além do fortalecimento dos mecanismos de denúncia e proteção aos profissionais.

Londrina receberá quatro outdoors

Em Londrina, a campanha contará com quatro painéis instalados em pontos de grande circulação. Os outdoors serão posicionados na PR-445, nas proximidades da Avenida Ayrton Senna, na Rua Roberto Koch, em frente ao Hospital Universitário, e na Rua João Huss, na Gleba Palhano.

A expectativa é ampliar a conscientização sobre um problema que afeta diretamente o atendimento à população e as condições de trabalho dos profissionais da saúde.

Evento discutirá medidas de proteção

Como parte da mobilização estadual, o CRM-PR e o Conselho Federal de Medicina promovem, no próximo dia 20 de junho, em Curitiba, o evento “Tolerância Zero contra a Violência na Saúde”.

O encontro reunirá representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de entidades médicas e profissionais da área, para discutir estratégias de prevenção, acolhimento às vítimas e medidas de proteção nos ambientes de assistência à saúde.

A programação prevê debates sobre novas normas de enfrentamento à violência, relatos de médicos que sofreram agressões e a apresentação de experiências de implantação do chamado "botão do pânico" em unidades de atendimento.

Com a campanha, as entidades reforçam a mensagem de que proteger os profissionais da saúde também significa garantir melhores condições de atendimento para toda a população.

Com informação do Conselho Regional de Medicina do Paraná

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