O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar as opções de tratamento para pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA). O Ministério da Saúde oficializou a incorporação do medicamento venetoclax em combinação com azacitidina para adultos recém-diagnosticados com a doença e que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Portaria SCTIE/MS nº 30. A partir da publicação, as áreas técnicas do governo federal terão prazo de até 180 dias para disponibilizar o tratamento na rede pública de saúde.
A nova terapia é destinada principalmente a pacientes considerados mais vulneráveis, como idosos ou pessoas com condições clínicas que dificultam a realização da quimioterapia convencional. A expectativa é ampliar o acesso a alternativas terapêuticas para um grupo que frequentemente enfrenta limitações nas opções de tratamento.
Doença exige diagnóstico rápido
A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer que afeta a medula óssea e interfere na produção normal das células sanguíneas. A doença ocorre quando mutações genéticas provocam o crescimento descontrolado de células imaturas, comprometendo a formação saudável do sangue.
Por apresentar evolução rápida, a enfermidade exige diagnóstico e tratamento precoces. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga intensa, anemia, infecções frequentes, febre, perda de peso, perda de apetite, falta de ar, dores de cabeça, hematomas e episódios de sangramento.
Ampliação do acesso ao tratamento
O tratamento da leucemia mieloide aguda varia de acordo com as características da doença e as condições de cada paciente. As opções podem incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.
Com a incorporação do venetoclax associado à azacitidina, o SUS passa a oferecer uma alternativa terapêutica para pacientes que não apresentam condições de receber tratamentos mais agressivos. A medida integra a política de atualização dos protocolos clínicos e busca ampliar o acesso da população a terapias oncológicas disponíveis no país.
A expectativa é que a inclusão do medicamento contribua para melhorar o atendimento de pacientes diagnosticados com uma das formas mais agressivas de leucemia, fortalecendo a assistência especializada oferecida pela rede pública de saúde.
Com informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República